AREsp 2461075 - DECISAO
O Tribunal reconheceu a omissão do acórdão recorrido por não examinar, de forma específica e casuística, a viabilidade da proibição de contratar como medida cautelar frente aos indícios concretos de fraude e à possibilidade de novas infrações, violando assim os arts. 489 e 1.022 do CPC/2015; entendeu-se que a proibição de contratar pode ser aplicada como medida cautelar com fundamento no art. 297 do CPC quando presentes fumus boni iuris e periculum in mora, e determinou o retorno dos autos ao tribunal de origem para reexame dos requisitos da medida cautelar.
- Parties
- Recorrente/agravante: Agravante; Interveniente/manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo De Instrumento / Decisão Monocrática Em Gabinete (agravo Contra Inadmissão De Recurso Especial)
- Outcome
- Dou provimento ao Recurso Especial para reconhecer a infringência aos arts. 1.022 e 489 do CPC/2015, anular a decisão proferida em Embargos de Declaração e determinar novo julgamento nos termos da fundamentação.
- Legal Topics
- Medidas Cautelares, Proibição De Contratar Com O Poder Público, Indisponibilidade De Bens, Inadmissão De Recurso Especial, Fundamentação Judicial (arts. 489 E 1.022 Cpc)
Case Brief
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Parties
Agravante
Recorrente/agravante
Ministério Público Federal
Interveniente/manifestante
Procedural Posture
Agravo De Instrumento / Decisão Monocrática Em Gabinete (agravo Contra Inadmissão De Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 omissão do tribunal de origem quanto à possibilidade de proibição de contratar em tutela de urgência
- 2 aplicabilidade do poder geral de cautela (art. 297, caput, CPC/2015) na ação de improbidade
- 3 requisitos para decretação da indisponibilidade de bens (art. 7º, Lei 8.429/1992)
Ratio Decidendi
O Tribunal reconheceu a omissão do acórdão recorrido por não examinar, de forma específica e casuística, a viabilidade da proibição de contratar como medida cautelar frente aos indícios concretos de fraude e à possibilidade de novas infrações, violando assim os arts. 489 e 1.022 do CPC/2015; entendeu-se que a proibição de contratar pode ser aplicada como medida cautelar com fundamento no art. 297 do CPC quando presentes fumus boni iuris e periculum in mora, e determinou o retorno dos autos ao tribunal de origem para reexame dos requisitos da medida cautelar.
Court Disposition
Dou provimento ao Recurso Especial para reconhecer a infringência aos arts. 1.022 e 489 do CPC/2015, anular a decisão proferida em Embargos de Declaração e determinar novo julgamento nos termos da fundamentação.
Orders
- Reconhecer a infringência aos arts. 1.022 e 489 do CPC/2015
- Anular a decisão proferida em Embargos de Declaração
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Judgment text and source record
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