REsp 1779976 - ACORDAO

REsp 1779976 - ACORDAO

O STJ entendeu que a proibição temporária de contratar com o sujeito passivo do alegado ato de improbidade pode ser decretada em tutela provisória com fundamento no poder geral de cautela do juiz (art. 297 CPC), quando presentes a verossimilhança das alegações e o risco de dano irreparável ou de difícil reparação (fumus boni iuris e periculum in mora); tal medida tem natureza inibitória e preventiva, não se confundindo com as sanções da Lei de Improbidade que exigem trânsito em julgado para sua efetivação, devendo o Tribunal de origem, reconhecida a viabilidade da cautelar, examinar a presença dos demais requisitos no caso concreto.

Parties
Recorrente: Ministério Público do Estado de Goiás; Réu: Município de Cristalina; Recorrido: Posto Centro Oeste - Vanderlei Benatti da Silva e Cia Ltda.; Recorrido: Vanderlei Benatti da Silva
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
03 May 2021
Procedural Posture
Ação Civil Pública Por Ato De Improbidade Administrativa / Recurso Especial Julgamento Na Segunda Turma Do STJ
Outcome
Recurso Especial provido
Legal Topics
Medidas Cautelares, Tutela Provisória, Proibição De Contratar, Licitação, Suspensão De Contratos

Case Brief

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Parties

Ministério Público do Estado de Goiás

Recorrente

Município de Cristalina

Réu

Posto Centro Oeste - Vanderlei Benatti da Silva e Cia Ltda.

Recorrido

Vanderlei Benatti da Silva

Recorrido

Procedural Posture

Ação Civil Pública Por Ato De Improbidade Administrativa / Recurso Especial Julgamento Na Segunda Turma Do STJ

  1. 1 Possibilidade de imposição cautelar de proibição temporária de contratar com o poder público no âmbito da ação de improbidade administrativa à luz do poder geral de cautela (art. 297 CPC)
  2. 2 Natureza inibitória versus natureza sancionatória da proibição de contratar
  3. 3 Aplicação dos requisitos para tutela de urgência (fumus boni iuris e periculum in mora)

Ratio Decidendi

O STJ entendeu que a proibição temporária de contratar com o sujeito passivo do alegado ato de improbidade pode ser decretada em tutela provisória com fundamento no poder geral de cautela do juiz (art. 297 CPC), quando presentes a verossimilhança das alegações e o risco de dano irreparável ou de difícil reparação (fumus boni iuris e periculum in mora); tal medida tem natureza inibitória e preventiva, não se confundindo com as sanções da Lei de Improbidade que exigem trânsito em julgado para sua efetivação, devendo o Tribunal de origem, reconhecida a viabilidade da cautelar, examinar a presença dos demais requisitos no caso concreto.

Court Disposition

Recurso Especial provido

Orders

  • Recurso Especial provido, para que, reconhecida a viabilidade da medida cautelar requerida, o Tribunal de origem examine a presença de seus outros requisitos no caso.