RHC 232488 - DECISAO
A manutenção do monitoramento eletrônico foi fundamentada no reiterado descumprimento das medidas protetivas pelo recorrente e na necessidade de resguardar a integridade da ofendida; a alteração da medida exigiria reexame fático-probatório incompatível com o cabimento do habeas corpus, razão pela qual se negou...
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- Parties
- Impetrante: ELIEZER BIRMANN DOS SANTOS; Tribunal De Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 June 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Recurso Ordinário
- Outcome
- nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
- Legal Topics
- Medidas Cautelares, Monitoramento Eletrônico, Medidas Protetivas, Proporcionalidade, Reexame Fático Probatório
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Parties
ELIEZER BIRMANN DOS SANTOS
Impetrante
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Tribunal De Origem
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Ordinário
Legal Issues
- 1 legalidade e proporcionalidade da imposição de monitoramento eletrônico
- 2 possibilidade de reforma de decisões que envolvam matéria fático-probatória na via estreita do habeas corpus
- 3 proteção da integridade física e psicológica da ofendida como fundamento da medida cautelar
Ratio Decidendi
A manutenção do monitoramento eletrônico foi fundamentada no reiterado descumprimento das medidas protetivas pelo recorrente e na necessidade de resguardar a integridade da ofendida; a alteração da medida exigiria reexame fático-probatório incompatível com o cabimento do habeas corpus, razão pela qual se negou provimento ao recurso.
Court Disposition
nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
Orders
- Pedido de liminar indeferido
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido liminar, interposto por ELIEZER BIRMANN DOS SANTOS contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Consta nos autos que o recorrente teve imposta em seu desfavor, no dia 10/09/2025, a medida cautelar de monitoramento eletrônico pelo suposto descumprimento de medidas protetivas impostas em 07/07/2025. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça de origem, que denegou a ordem em acórdão às fls. 25-33. Neste recurso sustenta, em suma, que o recorrente estaria sofrendo constrangimento ilegal em razão da ausência de adequação e proporcionalidade da medida cautelar de monitoramento eletrônico. Requer a revogação da utilização do monitoramento eletrônico do recorrente. Pedido de liminar indeferido às fls. 65-66. Informações prestadas às fls. 71-73. O Ministério Público Federal, às fls. 75-79, manifestou-se "pelo não provimento do recurso em habeas corpus". É o relatório. DECIDO. O direito processual penal pátrio prevê ao magistrado a faculdade da imposição de medidas cautelares que objetivam prevenir, em momento anterior ao da prolação da sentença, novos ataques ao bem jurídico protegido. Essas medidas, não têm características de imposição antecipada de pena, existem para que o Magistrado, diante da situação fática apresentada, e antes da condenação definitiva, possa delas se utilizar, como forma proteger determinados bens e direitos que o legislador elegeu como merecedores de especial proteção jurídica. No caso dos autos, tenho que a medida está devidamente justificada, diante da existência de circunstâncias ensejadoras, mormente para assegurar a integridade física e psicológica da ofendida notadamente porque consta dos autos que o recorrente a despeito de ter sido intimado da aplicação de medidas protetivas e também advertido, o suspeito teria descumprido as determinações exaradas pelo juízo, por reiteradas vezes- fl. 26. Dessarte, não obstante as razões apresentadas pela defesa, ir contrário ao que decidiu o tribunal de origem, seria imprescindível detida aferição dos elementos, o que demandaria revolvimento fático-probatório inviável na via estreita do habeas corpus. Ademais, é dever do Estado-juiz exercer fiscalização efetiva e adequada a fim de prevenir a ocorrência de novos delitos e verifica-se que a medida alternativa aplicada por sua natureza menos gravosa que a prisão preventiva, para a garantia da ordem pública, está vinculada a elementos de cautelaridade, dado que a instrução processual ainda não foi finalizada. Ante o exposto, nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. Publique-se. Intimem -se. EMENTA