HC 926039 - DECISAO
Apesar da regra de competência estabelecida pela Constituição e pela Súmula 691, foi verificada flagrante ilegalidade apta a autorizar intervenção do STJ. A decisão que fixou a monitoração eletrônica não demonstrou, com elementos concretos dos autos, a imprescindibilidade da medida nem fundamentou adequadamente o...
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- Parties
- Paciente/impetrante: JOÃO EMÍLIO MARTINS DE MACEDO NETO; Relatora Que Indeferiu Liminar: Desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região; Juíza Que Homologou O Flagrante E Fixou Medidas Cautelares: Magistrada de primeira instância; Interveniente/manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 August 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça (concessão Da Ordem)
- Outcome
- ordem concedida
- Legal Topics
- Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Monitoração Eletrônica, Fundamentação Das Decisões Judiciais, Fiança, Prisão Em Flagrante, Periculum Libertatis, Fumus Commissi Delicti, Competência Para Conhecer Habeas Corpus
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Parties
JOÃO EMÍLIO MARTINS DE MACEDO NETO
Paciente/impetrante
Desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região
Relatora Que Indeferiu Liminar
Magistrada de primeira instância
Juíza Que Homologou O Flagrante E Fixou Medidas Cautelares
Ministério Público Federal
Interveniente/manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça (concessão Da Ordem)
Legal Issues
- 1 legalidade da manutenção de monitoração eletrônica sem fundamentação concreta nos termos do art. 282 do CPP
- 2 competência do STJ para conhecer habeas corpus contra decisão denegatória de liminar por desembargador (Súmula 691/STF) e exceção por flagrante ilegalidade
- 3 proporcionalidade e adequação das medidas cautelares diversas da prisão
Ratio Decidendi
Apesar da regra de competência estabelecida pela Constituição e pela Súmula 691, foi verificada flagrante ilegalidade apta a autorizar intervenção do STJ. A decisão que fixou a monitoração eletrônica não demonstrou, com elementos concretos dos autos, a imprescindibilidade da medida nem fundamentou adequadamente o risco de reiteração delitiva exigido pelo art. 282 do CPP; diante da ausência de fundamentação idônea e em conformidade com precedentes do STJ, concedeu-se a ordem para revogar a monitoração eletrônica do paciente.
Court Disposition
ordem concedida
Orders
- Revogar a monitoração eletrônica do paciente
- Publique-se e intimem-se
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