HC 1028184 - DECISAO
O habeas corpus foi julgado prejudicado em razão de prejudicialidade superveniente: houve determinação, no HC n. 1.057.579/SP, de remessa dos autos da "Operação Estafeta" ao Supremo Tribunal Federal para que aquela Corte verifique sua eventual competência, tornando esvaziada a competência desta Corte Superior para...
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- Parties
- Paciente: PAULO SÉRGIO GUIDETTI; Autoridade Coatora: 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo; Corréu: FELLIPE RAFAEL PEREIRA FABBRI; Co Investigado: Marcelo de Lima Fernandes; Ministerio Publico Federal: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 March 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Julgado Prejudicado
- Outcome
- habeas corpus julgado prejudicado
- Legal Topics
- Medidas Cautelares Pessoais, Trancamento Da Ação Penal, Ilegalidade Das Provas, Fishing Expedition, Cadeia De Custódia, Foro Por Prerrogativa De Função, Competência, Supressão De Instância, Ausência De Justa Causa
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Parties
PAULO SÉRGIO GUIDETTI
Paciente
4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo
Autoridade Coatora
FELLIPE RAFAEL PEREIRA FABBRI
Corréu
Marcelo de Lima Fernandes
Co Investigado
Ministério Público Federal
Ministerio Publico Federal
Procedural Posture
Habeas Corpus / Julgado Prejudicado
Legal Issues
- 1 prejudicialidade superveniente em razão da remessa de autos ao Supremo Tribunal Federal
- 2 competência para apuração dos fatos (Justiça Eleitoral vs STF vs TJSP)
- 3 ilegalidade de elementos informativos e necessidade de produção de provas
Ratio Decidendi
O habeas corpus foi julgado prejudicado em razão de prejudicialidade superveniente: houve determinação, no HC n. 1.057.579/SP, de remessa dos autos da "Operação Estafeta" ao Supremo Tribunal Federal para que aquela Corte verifique sua eventual competência, tornando esvaziada a competência desta Corte Superior para examinar outras teses relativas à mesma operação enquanto pendente tal análise.
Court Disposition
habeas corpus julgado prejudicado
Orders
- Habeas corpus julgado prejudicado
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de PAULO SÉRGIO GUIDETTI, em que se aponta como autoridade coatora a 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. No presente writ, a Defesa informa que o paciente foi submetido a medidas cautelares pessoais com fundamento nos arts. 282 e 319 do Código de Processo Penal. Alega que houve desvio de finalidade na investigação conduzida pela Polícia Federal, que teria ocorrido no contexto de campanha eleitoral, o que alteraria a competência para a Justiça Eleitoral. Sustenta que a investigação foi iniciada com base em elementos informativos colhidos de forma ilegal, caracterizando fishing expedition, e que o indiciamento do paciente foi abrupto e sem justa causa. A Defesa destaca que o paciente não enviou qualquer mensagem de whatsapp colhida nas cautelares, sendo mencionado apenas em uma única mensagem, o que não justificaria as medidas impostas. Afirma "a inexistência do foro de prerrogativa de função aplicado na persecução penal, tendo em vista o Co-Investigado Marcelo Lima, que atraiu o Paciente para a tramitação perante o E. TJ-SP, não ser prefeito municipal no ano de 2022 (data dos supostos crimes levantados a partir dos elementos cognitivos) e ser falaciosa a argumentação de que os delitos permanecem em plena execução, bem como, se o caso, pelo que se construiu na própria investigação, inclusive com relação ao Paciente, aqueles fatos relatados nas mensagens de whatsapp sugerirem, temporariamente, se prestarem a numerário utilizado na campanha eleitoral daquele ano, o que alteraria a competência para aquele justiça especial." (e-STJ fl. 4) No mérito, a Defesa requer o trancamento da persecução penal em relação ao paciente, por ausência de justa causa e nulidade dos elementos informativos obtidos de maneira ilegal. Além disso, pleiteia a concessão de medida liminar para suspender as medidas cautelares e o indiciamento do paciente até o julgamento do habeas corpus. Em petição endereçada posteriormente, a defesa afirma que o material eletrônico que fundamenta a denúncia não foi periciado, não sendo preservada a cadeia de custódia da prova. A liminar foi indeferida às e-STJ fls. 773-776, as informações foram prestadas às e-STJ fls. 788-790 e o Ministério Público Federal se manifestou, às e-STJ fls. 796-803, nos seguintes termos: EMENTA: PENAL e PROCESSUAL PENAL. Habeas corpus. Ação penal originária proposta perante o TJSP. Decisão que deferiu medidas cautelares. Ausência de justa causa para a deflagração da ação penal. Improcedência. Trancamento da ação penal e competência da Justiça Eleitoral. Ilicitude das provas. Necessidade de produção de provas. Supressão de instância. Ausência de constrangimento ilegal. Conhecimento do writ, mas com a denegação da ordem. É o relatório. Decido. Constato a superveniente prejudicialidade do presente writ. Com efeito, no julgamento do Habeas Corpus n. 1.057.579/SP, impetrado pelo corréu FELLIPE RAFAEL PEREIRA FABBRI, reconheceu-se a possibilidade de os fatos imputados albergarem período em que o corréu Marcelo de Lima Fernandes era Deputado Federal, motivo pelo qual se determinou a remessa dos autos referentes à denominada "Operação Estafeta" ao Supremo Tribunal Federal, para que aquela Corte verifique sua eventual competência e em que extensão. Dessa forma, enquanto pendente a análise do Supremo Tribunal Federal a respeito da sua competência, tem-se esvaziada a competência desta Corte Superior para examinar outras teses referentes à mencionada Operação. Pelo exposto, julgo prejudicado o habeas corpus. Publique-se. EMENTA