HC 653463 - DECISAO

HC 653463 - DECISAO

Conheci em parte do habeas corpus e deneguei a ordem porque o Tribunal a quo fundamentou a manutenção das medidas protetivas em indícios de autoria e materialidade suficientes na fase preliminar para as medidas do art. 22 da Lei n. 11.340/2006; além disso, questões não apreciadas pelo Tribunal estadual (por exemplo, a alegada proteção da vítima por ser esposa de policial) não podem ser examinadas pelo Superior Tribunal de Justiça sem supressão de instância, e o habeas corpus não é via adequada para reexaminar matéria fático-probatória. Ademais, a tese de inaplicabilidade da Lei n. 11.340/2006 à figura da amante não encontra respaldo na jurisprudência desta Corte.

Parties
Paciente: MARCIO JOSELUIZ; Ofendida: A.S.N.S.; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
29 March 2021
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (conhecimento Parcial E Denegação Da Ordem)
Outcome
Conheço em parte e, nessa extensão, denego a ordem.
Legal Topics
Medidas Protetivas, Lei Maria Da Penha (lei N. 11.340/2006), Vulnerabilidade Da Vítima, Adultério, Supressão De Instância, Reexame De Matéria Fático Probatória

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 4 Authorities cited 10 Party arguments 2
Sign in to unlock

Parties

MARCIO JOSELUIZ

Paciente

A.S.N.S.

Ofendida

Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Órgão Julgador

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão De Mérito (conhecimento Parcial E Denegação Da Ordem)

  1. 1 Aplicabilidade da Lei n. 11.340/2006 a relacionamentos extraconjugais/à figura da amante
  2. 2 Manutenção de medidas protetivas de afastamento fundadas em indícios de autoria e materialidade
  3. 3 Inadequação do habeas corpus para revolver matéria fático-probatória

Ratio Decidendi

Conheci em parte do habeas corpus e deneguei a ordem porque o Tribunal a quo fundamentou a manutenção das medidas protetivas em indícios de autoria e materialidade suficientes na fase preliminar para as medidas do art. 22 da Lei n. 11.340/2006; além disso, questões não apreciadas pelo Tribunal estadual (por exemplo, a alegada proteção da vítima por ser esposa de policial) não podem ser examinadas pelo Superior Tribunal de Justiça sem supressão de instância, e o habeas corpus não é via adequada para reexaminar matéria fático-probatória. Ademais, a tese de inaplicabilidade da Lei n. 11.340/2006 à figura da amante não encontra respaldo na jurisprudência desta Corte.

Court Disposition

Conheço em parte e, nessa extensão, denego a ordem.

Orders

  • Ordem denegada.
  • Publique-se.