HC 659663 - DECISAO
A ordem foi denegada porque o acórdão do Tribunal de origem demonstrou que a juíza de primeiro grau deixou de aplicar o art. 5º da Lei nº 14.022/2020 sem apresentar fundamentação idônea e específica capaz de evidenciar a desnecessidade da prorrogação das medidas protetivas, sendo a norma presumivelmente constitucional e adequada à finalidade de proteção integral da vítima em contexto de pandemia; excepcionalmente o magistrado pode indeferir a prorrogação automática, mas deve fazê-lo com motivação particularizada, o que não ocorreu no caso.
- Parties
- Paciente: FERNANDO JÚNIOR DE SOUZA IUARAQUI; Juizadeprimeirograu: MMa. Juíza de Direito do 1º Juizado Especializado em Violência Doméstica; Tribunal De Origem: Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas; Apelante: Ministério Público Estadual; Ministério Público Federal: Ministério Público Federal; Defesa: Defensoria Pública
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Denegatória
- Outcome
- ordem denegada
- Legal Topics
- Medidas Protetivas De Urgência, Lei Maria Da Penha, Lei Nº 14.022/2020, Constitucionalidade, Prorrogação Automática, Violência Doméstica
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
FERNANDO JÚNIOR DE SOUZA IUARAQUI
Paciente
MMa. Juíza de Direito do 1º Juizado Especializado em Violência Doméstica
Juizadeprimeirograu
Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas
Tribunal De Origem
Ministério Público Estadual
Apelante
Ministério Público Federal
Ministério Público Federal
Defensoria Pública
Defesa
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória
Legal Issues
- 1 Constitutionality of art. 5º of Lei nº 14.022/2020
- 2 Whether non-application of art. 5º by first-instance judge constituted constrangimento ilegal
- 3 Necessity and justification for automatic prorogation of medidas protetivas de urgência during pandemic
Ratio Decidendi
A ordem foi denegada porque o acórdão do Tribunal de origem demonstrou que a juíza de primeiro grau deixou de aplicar o art. 5º da Lei nº 14.022/2020 sem apresentar fundamentação idônea e específica capaz de evidenciar a desnecessidade da prorrogação das medidas protetivas, sendo a norma presumivelmente constitucional e adequada à finalidade de proteção integral da vítima em contexto de pandemia; excepcionalmente o magistrado pode indeferir a prorrogação automática, mas deve fazê-lo com motivação particularizada, o que não ocorreu no caso.
Court Disposition
ordem denegada
Orders
- Liminar indeferida
- Ordem denegada
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment