RHC 207210 - DECISAO
Conheci do writ e deneguei a ordem porque, diante dos elementos de informação constantes dos autos (Boletim de Ocorrência, documentos, cheques, depoimentos, autorização de CAC e transação de R$ 35.000,00), há verossimilhança suficiente para justificar a manutenção das medidas protetivas de urgência previstas no Estatuto do Idoso e na Lei Maria da Penha; a conclusão policial pelo não indiciamento não vincula Ministério Público ou Judiciário, e as cautelares podem perdurar enquanto subsistir o risco, devendo, porém, o juízo avaliar periodicamente sua necessidade, com recomendação para estipular prazo de reavaliação.
- Parties
- Impetrante/paciente: JÚLIO APARECIDO PINHEIRO DE QUADROS; Vítima/ofendida: MARIA JOSÉ ROMERO RAMOS; Vítima/ofendido: ROBERTO INÁCIO DE SABOYA RAMOS; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Ceará; Custos Legis/parte Interessada: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 November 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Denegatória (nego Provimento Ao Recurso)
- Legal Topics
- Medidas Protetivas De Urgência, Estatuto Do Idoso, Lei Maria Da Penha, Não Indiciamento E Autonomia Das Medidas, Reavaliação De Medidas Cautelares, Princípio Da Proporcionalidade
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
JÚLIO APARECIDO PINHEIRO DE QUADROS
Impetrante/paciente
MARIA JOSÉ ROMERO RAMOS
Vítima/ofendida
ROBERTO INÁCIO DE SABOYA RAMOS
Vítima/ofendido
Tribunal de Justiça do Estado do Ceará
Órgão Recorrido
Ministério Público
Custos Legis/parte Interessada
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória (nego Provimento Ao Recurso)
Legal Issues
- 1 Manutenção de medidas protetivas após conclusão de inquérito sem indiciamento
- 2 Natureza autônoma das medidas protetivas previstas no Estatuto do Idoso e na Lei Maria da Penha
- 3 Padrão probatório aplicável às medidas protetivas (verossimilhança/indícios)
Ratio Decidendi
Conheci do writ e deneguei a ordem porque, diante dos elementos de informação constantes dos autos (Boletim de Ocorrência, documentos, cheques, depoimentos, autorização de CAC e transação de R$ 35.000,00), há verossimilhança suficiente para justificar a manutenção das medidas protetivas de urgência previstas no Estatuto do Idoso e na Lei Maria da Penha; a conclusão policial pelo não indiciamento não vincula Ministério Público ou Judiciário, e as cautelares podem perdurar enquanto subsistir o risco, devendo, porém, o juízo avaliar periodicamente sua necessidade, com recomendação para estipular prazo de reavaliação.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment