HC 1020203 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido por inadequação da via recursal e por ausência de ilegalidade flagrante a ser sanada pelo STJ; o Tribunal de origem agiu corretamente ao anular a sentença de primeiro grau e restabelecer as medidas protetivas por violação ao contraditório, uma vez que a revogação das medidas ocorreu sem a prévia oitiva da vítima, em afronta ao art. 19, §6º da Lei Maria da Penha (na redação dada pela Lei nº 14.550/2023) e ao Tema Repetitivo n.º 1.249/STJ.
- Parties
- Paciente (impetrado): FLORIANO GONCALVES DE LIMA NETO; Vítima: GISELLY BARBOSA DE MORAES; Tribunal De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco - 2ª Câmara Criminal; Órgão Ministerial (parecer): Ministério Público Federal; Juízo De Primeiro Grau: Juízo da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca do Recife/PE
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 August 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento (não Conheço Do Habeas Corpus)
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Medidas Protetivas De Urgência, Lei Maria Da Penha, Contraditório, Tema Repetitivo 1.249/stj, Rito Recursal (uso Do Habeas Corpus)
Case Brief
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Parties
FLORIANO GONCALVES DE LIMA NETO
Paciente (impetrado)
GISELLY BARBOSA DE MORAES
Vítima
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco - 2ª Câmara Criminal
Tribunal De Origem
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial (parecer)
Juízo da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca do Recife/PE
Juízo De Primeiro Grau
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento (não Conheço Do Habeas Corpus)
Legal Issues
- 1 cabimento do habeas corpus como substituto de recurso próprio
- 2 revogação de medidas protetivas sem prévia oitiva da vítima
- 3 aplicação do Tema Repetitivo n.º 1.249/STJ e da Lei nº 14.550/2023
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por inadequação da via recursal e por ausência de ilegalidade flagrante a ser sanada pelo STJ; o Tribunal de origem agiu corretamente ao anular a sentença de primeiro grau e restabelecer as medidas protetivas por violação ao contraditório, uma vez que a revogação das medidas ocorreu sem a prévia oitiva da vítima, em afronta ao art. 19, §6º da Lei Maria da Penha (na redação dada pela Lei nº 14.550/2023) e ao Tema Repetitivo n.º 1.249/STJ.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Com base no art. 34, XX, do RISTJ, não conheço do habeas corpus.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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