RHC 128895 - DECISAO
O relator negou conhecimento ao recurso ordinário em habeas corpus por verificar que o presente recurso possui o mesmo objeto do RHC n. 140.295/PR, também atribuído à mesma relatoria, razão pela qual não se conheceu do recurso.
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- Parties
- Recorrente: OLEMAR JOSE FINK; Ofendida: ex-esposa do recorrente; Órgão Prolator Do Acórdão: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 April 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Não Conhecido (objeto Idêntico a RHC N. 140.295/pr)
- Outcome
- recurso não conhecido
- Legal Topics
- Medidas Protetivas De Urgência, Direito De Locomoção, Constrangimento Ilegal, Revogação De Medidas Protetivas
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Parties
OLEMAR JOSE FINK
Recorrente
ex-esposa do recorrente
Ofendida
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
Órgão Prolator Do Acórdão
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Não Conhecido (objeto Idêntico a RHC N. 140.295/pr)
Legal Issues
- 1 reconhecimento de constrangimento ilegal pela manutenção de medidas protetivas
- 2 ausência de justa causa para imposição das medidas protetivas
- 3 pedido de suspensão liminar das medidas protetivas
Ratio Decidendi
O relator negou conhecimento ao recurso ordinário em habeas corpus por verificar que o presente recurso possui o mesmo objeto do RHC n. 140.295/PR, também atribuído à mesma relatoria, razão pela qual não se conheceu do recurso.
Court Disposition
recurso não conhecido
Orders
- Negou-se conhecimento ao recurso
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus com pedido liminar interposto por OLEMAR JOSE FINKdesafiando acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ (Habeas Corpusn. 0018671-55.2020.8.16.0000). Consta dos autos que o Juízo de primeiro grau impôs, em favor da ex-esposa do recorrente, medidas protetivas de proibição de aproximação e contato com a ofendida, por qualquer meio de comunicação, por seis meses, em razão da suposta prática atos de violência doméstica (e-STJ fls. 68/69). Em 25/3/2020, as medidas foram revogadas e, posteriormente, restabelecidas (e-STJ fls. 1094/1097 e 1156/1157). Impetradohabeas corpusno Tribunal de origem objetivando a revogação de taismedidas, a ordem foi denegada nos termos da seguinte ementa (e-STJ fl. 600): HABEAS CORPUS. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER. PRETENSÃO DE REVOGAÇÃO DE MEDIDAS PROTETIVAS DEFERIDAS EM FAVOR DA EX-ESPOSA. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE MANIFESTA. DECISÃO ADEQUADAMENTE MOTIVADA. SITUAÇÃO CONCRETA QUE REVELA A NECESSIDADE DE MANUTENÇÃO DAS INJUNÇÕES. CONSTRANGIMENTO ILEGAL INEXISTENTE. ORDEM DENEGADA. No presente recurso, informa inicialmente a defesa que o recorrente "não responde a qualquer investigação ou mesmo descumpriu qualquer das anteriores medidas que perduram por mais de um ano" (e-STJ fl. 1182). Nessa linha, aponta ausência de justa causa para imposição das medidas protetivas, pois, segundo alega, inexistem provas das supostas agressões. Assim, alega que decisão ora objurgada, portanto, fere o direito de locomoção do paciente há mais de um ano. Diante dessas considerações, busca, liminarmente, a suspensão das medidas protetivas. No mérito, requer o provimentodefinitivo do recurso. O pedido de medida liminar foi indeferido (e-STJ fls. 1.216/1.217). Foram prestadas informações pelos Juízos de primeiro e de segundo graus(e-STJ fls. 1223/1231 e 1257/1276). O ParquetFederal exarou pareceropinando nos termos da seguinte ementa(e-STJ fl. 1277): RECURSO ORDINÁRIO EM HABEASCORPUS. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA.MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA.INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTOILEGAL. NÃO PROVIMENTO. 1. Comprovado o risco à integridade física epsicológica da ofendida e estando demonstrada,com elementos concretos, a necessidade dasmedidas protetivas de urgência, afasta-se aalegação de constrangimento ilegal. Precedentes. 2. Parecer pelo não provimento do apelo. É o relatório. Decido. Depreende-se dos autos que a presente irresignação busca o reconhecimento de constrangimento ilegal decorrente da manutenção das medidas protetivasdecretadas em desfavor do recorrente nos Autos n. 0006576-91.2019.8.16.0011. Ocorre quea causa de pedir e o pedidoformulados neste recursosão idênticos aos do RHC n. 140.295/PR,também atribuído a esta relatoria. Assim, diante da constatação de que o presente recurso possui o mesmo objeto do RHC n. 140.295/PR,nego-lhe conhecimento. Publique-se. Intimem-se.