REsp 2067130 - DECISAO
O Tribunal considerou legítimo o exame judicial sobre a proporcionalidade da multa administrativa aplicado pelo PROCON, mantendo a possibilidade de redução quando demonstrada desproporcionalidade; por outro lado, afastou o reexame probatório vedado pela Súmula 7, e reconheceu que, em hipóteses de redução judicial da multa, a base para cálculo dos honorários sucumbenciais é o proveito econômico obtido (diferença entre o valor original e o valor reduzido). Negou provimento ao recurso especial do Estado e, em favor de CLARO S.A., deu provimento parcial para ajustar a base dos honorários conforme a jurisprudência do STJ, majorando para 10% os honorários em desfavor do Estado de Minas Gerais.
- Parties
- Recorrente: CLARO S.A; Recorrente: ESTADO DE MINAS GERAIS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 August 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial
- Outcome
- Relativamente a CLARO S.A conheço parcialmente do recurso especial e, nessa parte, dou provimento; quanto ao ESTADO DE MINAS GERAIS conheço do agravo para negar provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Multa Administrativa, Proporcionalidade E Razoabilidade, Honorários Advocatícios (sucumbência), Competência Concorrente Dos Estados, Controle Judicial De Sanções Administrativas
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
CLARO S.A
Recorrente
ESTADO DE MINAS GERAIS
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial
Legal Issues
- 1 legalidade da multa administrativa aplicada pelo PROCON
- 2 proporcionalidade e razoabilidade do valor da multa
- 3 base de cálculo dos honorários sucumbenciais após redução judicial da multa
Ratio Decidendi
O Tribunal considerou legítimo o exame judicial sobre a proporcionalidade da multa administrativa aplicado pelo PROCON, mantendo a possibilidade de redução quando demonstrada desproporcionalidade; por outro lado, afastou o reexame probatório vedado pela Súmula 7, e reconheceu que, em hipóteses de redução judicial da multa, a base para cálculo dos honorários sucumbenciais é o proveito econômico obtido (diferença entre o valor original e o valor reduzido). Negou provimento ao recurso especial do Estado e, em favor de CLARO S.A., deu provimento parcial para ajustar a base dos honorários conforme a jurisprudência do STJ, majorando para 10% os honorários em desfavor do Estado de Minas Gerais.
Court Disposition
Relativamente a CLARO S.A conheço parcialmente do recurso especial e, nessa parte, dou provimento; quanto ao ESTADO DE MINAS GERAIS conheço do agravo para negar provimento ao recurso especial.
Orders
- Dar provimento parcial ao recurso especial de CLARO S.A para fixar como base de cálculo dos honorários advocatícios de sucumbência o proveito econômico obtido (diferença entre o valor original da multa e o valor reduzido)
- Negar provimento ao recurso especial interposto pelo ESTADO DE MINAS GERAIS
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment