AREsp 1844242 - DECISAO
Conheço do agravo por preenchidos os pressupostos recursais, mas não conheço do recurso especial em razão de deficiência na fundamentação da petição recursal, por não demonstrar de forma clara a afronta aos dispositivos federais indicados, aplicando-se por analogia a Súmula 284/STF; majoram-se honorários conforme...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: SÃO FRANCISCO SISTEMAS DE SAÚDE SOCIEDADE EMPRESÁRIA LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 May 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Admissibilidade Do Recurso Especial
- Outcome
- Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Negativa De Cobertura, Dano Moral, Recurso Especial, Inadmissão Por Deficiência De Fundamentação
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Parties
SÃO FRANCISCO SISTEMAS DE SAÚDE SOCIEDADE EMPRESÁRIA LTDA.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Admissibilidade Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do recurso especial por deficiência de fundamentação
- 2 se a negativa de cobertura enseja dano moral
Ratio Decidendi
Conheço do agravo por preenchidos os pressupostos recursais, mas não conheço do recurso especial em razão de deficiência na fundamentação da petição recursal, por não demonstrar de forma clara a afronta aos dispositivos federais indicados, aplicando-se por analogia a Súmula 284/STF; majoram-se honorários conforme art. 85, §11, do CPC/2015.
Court Disposition
Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Majoro os honorários advocatícios em favor dos advogados da parte recorrida em 3% sobre o valor fixado pela instância ordinária, nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo interposto porSÃO FRANCISCO SISTEMAS DE SAÚDE SOCIEDADE EMPRESÁRIA LTDA. contra decisão que inadmitiu recurso especial (e-STJ, fls. 360-363)proposto para impugnar acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado (e-STJ, fl. 3.060): APELAÇÃO CÍVEL CIRURGIA PLÁSTICA DE CARÁTER NÃO ESTÉTICA REPARAÇÃO DE DANOS DECORRENTES DE CIRURGIA BARIÁTRICA CUSTEIO PELA ADMINISTRADORA DO PLANO DE SAÚDE - NEGATIVA DE COBERTURA - DANO MORAL CONFIGURAÇÃO VALOR FIXAÇÃO - PARÂMETROS. 1. A administradora do plano de saúde deve custear as despesas com a cirurgia plástica de caráter não estético, a ser efetuada para reparar os danos decorrentes de cirurgia bariátrica, que foi coberta pelo referido plano. 2. A negativa da cobertura por parte do plano de saúde amplia a situação de aflição psicológica e de angústia vividas pela segurada, dando ensejo à reparação por dano moral. 3. O valor da indenização por dano moral deve ser fixado examinando-se as peculiaridades de cada caso e, em especial, a gravidade da lesão, a intensidade da culpa do agente, a condição sócio -econômica das partes e a participação de cada um nos fatos que originaram o dano a ser ressarcido, de tal forma que assegure ao ofendido satisfação adequada ao seu sofrimento, sem o seu enriquecimento imotivado, e cause no agente impacto suficiente para evitar novo e igual atentado. Nas razões do recurso especial, a recorrente, com base nas alíneas a e c do permissivo constitucional, alegou divergência jurisprudencial e violação aos arts. 4º, III, da Lei 9.961/2002; e 10,§ 4º, da Lei 9.956/1998. Defendeu a inexistência de dano moral com a negativa de cobertura de tratamento médico. Sustentou que o mero descumprimento contratual não enseja dano extrapatrimonial. Apreciada a admissibilidade do recurso excepcional, o Tribunal de origem inadmitiu a insurgência (e-STJ, fls. 360-363). Brevemente relatado, decido. De início, é importante ressaltar que o presente recurso foi interposto contra decisão publicada já na vigência do Novo Código de Processo Civil, sendo, desse modo, aplicável ao caso o Enunciado Administrativo n. 3 do Plenário do STJ, segundo o qual: "aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC". Nas razões do agravo, a agravante alega ter cumprido com todas as exigências legais para conhecimento e processamento do recurso especial. Constatados os pressupostos de admissibilidade do agravo, passo à análise do recurso especial. Não obstante a irresignação da insurgente, verifica-se deficiência na fundamentação exposta na petição do recurso especial. É necessário frisar que o recurso excepcional possui natureza vinculada, exigindo, para o seu cabimento, a imprescindível demonstração pela parte recorrente, de forma clara e precisa, dos dispositivos apontados como malferidos pela decisão recorrida juntamente aos argumentos suficientes à exata compreensão da controvérsia estabelecida, sob pena de inadmissão. In casu, analisando as razões do apelo especial interposto pelarecorrente, verifica-se que os argumentos apresentados não foram suficientes para demonstrar o descumprimento da legislação federal apontada, qual seja, afronta aos arts.4º, III, da Lei 9.961/2002; e 10, § 4º, da Lei 9.956/1998, situação que impossibilita a compreensão da controvérsia, sendo aplicável, por analogia, o enunciado descrito na Súmula 284/STF. Ante o exposto, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, majoro os honorários em favor dos advogados da parte recorrida em 3% sobre o valor fixado pela instância ordinária, devidamente atualizado. Publique-se. EMENTA AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE TRATAMENTO MÉDICO. DANO MORAL. VIOLAÇÃO AOS ARTS.4º, III, DALEI 9.961/2002; E 10, § 4º, DALEI 9.956/1998. DEFICIÊNCIA NA ARGUMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. AGRAVO CONHECIDO PARA NÃO CONHECER DO RECURSO ESPECIAL.