AREsp 3111707 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e, no mérito, negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal a quo, à luz dos elementos probatórios, concluiu que a negativa de cobertura da eletroconvulsoterapia foi ilegal: não havia outro procedimento eficaz no rol da ANS, a eficácia do tratamento estava comprovada pela medicina baseada em evidências e por recomendações de órgãos técnicos (CFM, CONITEC e diretrizes internacionais), de modo que a operadora não se desincumbiu do ônus de provar fato impeditivo; ademais, a questão fática não poderia ser reexaminada em recurso especial (Súmula 7/STJ) e houve ofensa aos direitos da personalidade que justificou indenização por dano moral.
- Parties
- Agravante/recorrente: GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo (art. 1.042 Do Cpc) / Decisão De Admissibilidade E Mérito (agravo Contra Não Admissão De Recurso Especial)
- Outcome
- Conheceu-se do agravo em parte e negou-se provimento ao recurso especial; mantida a decisão do Tribunal de origem que obrigou a operadora a custear o tratamento e a indenizar a autora.
- Legal Topics
- Negativa De Cobertura, Rol Da ANS, Eletroconvulsoterapia (ect), Dano Moral, Taxatividade Do Rol Da ANS, Ônus Da Prova, Autogestão
Case Brief
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Parties
GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE
Agravante/recorrente
Procedural Posture
Agravo (art. 1.042 Do Cpc) / Decisão De Admissibilidade E Mérito (agravo Contra Não Admissão De Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 legalidade da negativa de cobertura de eletroconvulsoterapia por não constar do rol da ANS
- 2 aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor e inversão do ônus da prova aos planos na modalidade autogestão
- 3 possibilidade de mitigação da taxatividade do rol da ANS em casos excepcionais
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e, no mérito, negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal a quo, à luz dos elementos probatórios, concluiu que a negativa de cobertura da eletroconvulsoterapia foi ilegal: não havia outro procedimento eficaz no rol da ANS, a eficácia do tratamento estava comprovada pela medicina baseada em evidências e por recomendações de órgãos técnicos (CFM, CONITEC e diretrizes internacionais), de modo que a operadora não se desincumbiu do ônus de provar fato impeditivo; ademais, a questão fática não poderia ser reexaminada em recurso especial (Súmula 7/STJ) e houve ofensa aos direitos da personalidade que justificou indenização por dano moral.
Court Disposition
Conheceu-se do agravo em parte e negou-se provimento ao recurso especial; mantida a decisão do Tribunal de origem que obrigou a operadora a custear o tratamento e a indenizar a autora.
Orders
- Negado provimento ao recurso especial.
- Mantida a condenação da operadora ao custeio do tratamento de eletroconvulsoterapia determinado na decisão de origem.
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