HC 683172 - DECISAO
Ante a ausência de prova pré-constituída (não juntada da cópia do acórdão impugnado) e considerando que a concessão de liminar em habeas corpus é medida excepcional que exige demonstração cabal da ilegalidade, indefiro liminarmente o pedido.
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- Parties
- Paciente: ADRIANO CORREA CARDOSO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 July 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Interlocutória Indeferimento De Liminar
- Outcome
- Indefiro liminarmente o presente habeas corpus.
- Legal Topics
- Nomeação De Defensor Dativo, Nulidade Por Ausência De Defesa Técnica, Prazo Recursal, Habeas Corpus Liminar
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Parties
ADRIANO CORREA CARDOSO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Interlocutória Indeferimento De Liminar
Legal Issues
- 1 ausência de defesa técnica e alegada nulidade dos atos processuais
- 2 pedido de nomeação de novo defensor dativo
- 3 restauração de prazo recursal para interposição de apelação
Ratio Decidendi
Ante a ausência de prova pré-constituída (não juntada da cópia do acórdão impugnado) e considerando que a concessão de liminar em habeas corpus é medida excepcional que exige demonstração cabal da ilegalidade, indefiro liminarmente o pedido.
Court Disposition
Indefiro liminarmente o presente habeas corpus.
Orders
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de ADRIANO CORREA CARDOSO em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA(Autos n. 00028595520178240064). O impetrante sustenta a ocorrência de constrangimento ilegal advindo datotal ausência de defesa técnica aopaciente, nos autosn.00028595520178240064, o que poderia ser comprovado pela nãointerposição de recurso de apelação contra a sentença condenatória. Afirma que, "observando que o ora paciente em momentoposterior, contratou advogado constituído, o seu prazo recursal já havia sido perdido pela Defensoria dativa, que, e como visto, não apresentou qualquer declaração para que nomeasse outro defensor dativo em favor do paciente, seu advogado constituído a época tentando minimizar a consequência ainda interpôs o recurso de apelação o que não foi aceito" (fl. 15). Defende que, diante da inoperância dosprocuradores anteriores, impunha-se a nomeação de novo defensor dativo para cuidar dos interesses do paciente. Requer, liminarmente e no mérito, seja reconhecida a nulidade dos atos realizados nos autos, devolvendo-se o prazo para a interposição do recurso de apelação. É, no essencial, o relatório. Decido. O deferimento de liminar em habeas corpus é medida excepcional, cabível apenas em hipóteses de patente ilegalidade. Assim, há necessidade de prova pré-constituída acerca do alegado constrangimento ilegal. No caso, o impetrante não juntou a cópia do acórdão impugnado, o qual, segundo informa, não teria sido conhecido por ser intempestivo. A deficiência na instrução do writ impede a análise da plausibilidade do pedido de liminar formulado. Ante o exposto, com fundamento no art. 21, XIII, c, c/c o art. 210 do RISTJ, indefiro liminarmente o presente habeas corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se.