REsp 2105871 - DECISAO
O art. 324 do Código Penal Militar, por constituir norma penal em branco, não ofende o princípio da legalidade quando sua complementação se dá por regulamento ou instrução vinculada à administração militar, desde que a peça acusatória indique a norma complementar violada e o prejuízo causado; ademais, a análise direta de inconstitucionalidade de dispositivo legal não é via adequada no recurso especial, sendo matéria reservada ao controle concentrado do STF; assim, conheceu-se do recurso especial e negou-se-lhe provimento, mantendo-se o recebimento da denúncia pelo Tribunal a quo.
- Parties
- Recorrente: MARCOS AMORIM NETTO; Recorrente: MATHEUS DA CUNHA NUNES VIEIRA; Órgão Ministerial: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 February 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Conhecido E Negado Provimento
- Outcome
- Recurso especial conhecido e negado provimento
- Legal Topics
- Norma Penal Em Branco, Princípio Da Legalidade, Art. 324 Do Código Penal Militar, Recebimento Da Denúncia, Controle Concentrado De Constitucionalidade
Case Brief
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Parties
MARCOS AMORIM NETTO
Recorrente
MATHEUS DA CUNHA NUNES VIEIRA
Recorrente
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Recurso Especial / Conhecido E Negado Provimento
Legal Issues
- 1 Se o art. 324 do Código Penal Militar, por ser norma penal em branco, é incompatível com o princípio da reserva legal (art. 5º, XXXIX, CF)
- 2 Se norma penal em branco prevista no art. 324 do CPM pode ser complementada por regulamento ou instrução administrativa vinculada à administração militar
- 3 Se o recurso especial é via adequada para exame de inconstitucionalidade do art. 324 do CPM
Ratio Decidendi
O art. 324 do Código Penal Militar, por constituir norma penal em branco, não ofende o princípio da legalidade quando sua complementação se dá por regulamento ou instrução vinculada à administração militar, desde que a peça acusatória indique a norma complementar violada e o prejuízo causado; ademais, a análise direta de inconstitucionalidade de dispositivo legal não é via adequada no recurso especial, sendo matéria reservada ao controle concentrado do STF; assim, conheceu-se do recurso especial e negou-se-lhe provimento, mantendo-se o recebimento da denúncia pelo Tribunal a quo.
Court Disposition
Recurso especial conhecido e negado provimento
Orders
- Conheço do recurso especial e nego-lhe provimento.
- Publique-se.
Full Case Text
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