REsp 1936197 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso porque os autos demonstram que foram efetivadas as notificações de autuação e de aplicação da penalidade conforme exige o CTB e a Súmula 312/STJ; a multa foi corretamente notificada ao proprietário nos termos do art. 282, §3º, do CTB, não havendo prova de imposição de deveres ou...
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- Parties
- Recorrente: CESAR LUIZ GIROLETTI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 May 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Monocrática
- Outcome
- Nego provimento ao Recurso Especial.
- Legal Topics
- Notificação De Autuação, Notificação De Penalidade, Dupla Notificação (súmula 312/stj), Suspensão Do Direito De Dirigir, Honorários Advocatícios Recursais
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Parties
CESAR LUIZ GIROLETTI
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Monocrática
Legal Issues
- 1 Obrigatoriedade de notificação do condutor acerca da imposição da penalidade de multa
- 2 Validade do procedimento administrativo de trânsito diante da expedição das notificações
- 3 Aplicação da Súmula 312/STJ sobre dupla notificação
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso porque os autos demonstram que foram efetivadas as notificações de autuação e de aplicação da penalidade conforme exige o CTB e a Súmula 312/STJ; a multa foi corretamente notificada ao proprietário nos termos do art. 282, §3º, do CTB, não havendo prova de imposição de deveres ou restrições ao condutor que exigissem notificação da penalidade a este, e a modificação do julgado demandaria reexame de fatos e provas vedado em Recurso Especial.
Court Disposition
Nego provimento ao Recurso Especial.
Orders
- Majoração dos honorários recursais em 20% dos anteriormente fixados.
- Publique-se.
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1 paragraphs
DECISÃO Vistos. Trata-se de Recurso Especial interposto por CESAR LUIZ GIROLETTIcontra acórdão prolatado, por unanimidade, pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Regiãono julgamento de apelação, assim ementado (fls. 164/165e): ADMINISTRATIVO. AUTO DE INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. CONDUTOR. NOTIFICAÇÃO DA INFRAÇÃO E DA PENALIDADE. LEGALIDADE. SÚMULA 312 DO STJ. 1. A infração ao artigo 218, III, do CTB enseja a aplicação de duas penalidades distintas: multa e suspensão do direito de dirigir. A sanção pecuniária (multa) sempre é de responsabilidade do proprietário do veículo, mas a pena de suspensão do direito de dirigir é imputada ao condutor do veículo (vide arts. 256, III, e 257, parágrafo 3º, do CTB).2. Trata-se de caso em que houve a indicação do condutor/autor, momento em que teve ciência da notificação da autuação. Já a notificação da penalidade sempre será dirigida ao proprietário do veículo. 3. A documentação juntada aos autos demonstra que foi respeitado o procedimento previsto na legislação de trânsito, relativamente à notificação de autuação e à notificação de penalidade, nos termos da Súmula312 do STJ.4. Tem-se, portanto, que a autuação foi legal, na medida em que as notificações foram devidamente efetivadas, razão pela qual descabe falar em cerceamento de defesa na esfera administrativa Opostos embargos de declaração, foram rejeitados(fls. 200/205e). Com amparo no art. 105, III, a e c, da Constituição da República, além de divergência jurisprudencial, aponta-se ofensa ao art. 257, § 8º, 280, 281 e 282 do Código de Trânsito Brasileiro, alegando-se, em síntese, que "sem a notificação é impossível ao embargante apresentar seus Recursos em 1ª e 2ª instância, pois não sabe o conteúdo da acusação e nem mesmo sabe pode opor-se aos prazos processuais que não teve conhecimento, portanto restou violado o contraditório, pois não é dever do proprietário notificar o infrator, mas sim da Autoridade de Trânsito que tomou conhecimento do real condutor, deverá instaurar processo administrativo para o julgamento da penalidade e notificar os envolvidos. A legislação não alberga previsão de notificação informal ao condutor" (fl. 233e). Com contrarrazões (fls. 265/269e), o recurso foi inadmitido (fls. 287/291e), tendo sido interposto Agravo, posteriormente convertido em Recurso Especial (fl. 385e). Com parecer do Ministério Público às fls. 395/399. Feito breve relato, decido. Por primeiro, consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, in casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. Nos termos do art. 932, V, do Código de Processo Civil de 2015, combinado com os arts. 34, XVIII, c, e 255, III, do Regimento Interno desta Corte, o Relator está autorizado, por meio de decisão monocrática, a dar provimento a recurso se o acórdão recorrido for contrário à tese fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral (arts. 1.036 a 1.041), a entendimento firmado em incidente de assunção de competência (art. 947), à súmula do Supremo Tribunal Federal ou desta Corte ou, ainda, à jurisprudência dominante acerca do tema, consoante Enunciado da Súmula n. 568/STJ: O Relator, monocraticamente e no Superior Tribunal de Justiça, poderá dar ou negar provimento ao recurso quando houver entendimento dominante acerca do tema. Com efeito, o Código de Trânsito Brasileiro prevê a expedição de duas notificações no processo administrativo de trânsito: a primeira referente à autuação e a segunda sobreaimposição de penalidade, na forma da Súmula 312/STJ. Nesse contexto, saliento que a infração ao artigo 218, III, do CTB (objeto desse recurso) enseja a aplicação de duas penalidades distintas: multa e suspensão do direito de dirigir. A sanção pecuniária (multa) sempre é de responsabilidade do proprietário do veículo, razão pela qual o Código de Trânsito Brasileiroautoriza a notificação da decisão de consistência da penalidade ao proprietário do veículo (artigo 282, §3º). Já a pena de suspensão do direito de dirigir é imputada ao condutor do veículo (vide art.257, §3º, do Código de Trânsito Brasileiro). Art. 282. Aplicada a penalidade, será expedida notificação ao proprietário do veículo ou ao infrator, por remessa postal ou por qualquer outro meio tecnológico hábil, que assegure a ciência da imposição da penalidade. (..) § 3º Sempre que a penalidade de multa for imposta a condutor, à exceção daquela de que trata o § 1º do art. 259, a notificação será encaminhada ao proprietário do veículo, responsável pelo seu pagamento. (..) Art. 257. As penalidades serão impostas ao condutor, ao proprietário do veículo, ao embarcador e ao transportador, salvo os casos de descumprimento de obrigações e deveres impostos a pessoas físicas ou jurídicas expressamente mencionados neste Código. (..) § 3º Ao condutor caberá a responsabilidade pelas infrações decorrentes de atos praticados na direção do veículo.(destaques meus) No caso, não há controvérsia sobre o proprietário e o condutor terem recebido a notificação de autuação (NA) e o proprietário ter sido informado da aplicação da penalidade de multa (NP). Ocorre queo acórdão recorrido não considera causa de nulidadedo auto de infração a ausência de notificação do efetivo condutorquanto à aplicação da penalidade (NP) de multa, de modo a inquinar a posterior suspensão do direito de dirigir. De fato, o recorrente não trouxe aos autos elementos que comprovemque, no momento impugnado pelo recorrente (imposição de multa), houve a estipulaçãodedeveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos em face do condutor. Ainda, a legitimidade para interpor recurso não conduz à conclusão inexorável da obrigatoriedade de intimação sobre a aplicação da multa, uma vez que sobre essa sanção não figura como responsável direto, mas apenas interessado. Com efeito, o acórdão encontra-se em concordância com a jurisprudênciadessa Corte,porquanto sempre que a penalidade de multa for imposta a notificação (NP) será encaminhada ao proprietário do veículo, responsável pelo seu pagamento, nos exatos termos do art. 282, § 3º, do CTB. Sobre o procedimento de dupla notificação, os seguintes julgados: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 535 DO CPC.INEXISTÊNCIA. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO ADOTADO EM RELAÇÃO ÀS MULTAS DE TRÂNSITO. NECESSIDADE DE DUPLA NOTIFICAÇÃO. SÚMULA 312/STJ. ANÁLISE REALIZADA PELO TRIBUNAL A QUO COM BASE NOS ELEMENTOS FÁTICOS E PROBATÓRIOS CONSTANTES DOS AUTOS CONCLUIU PELA LEGALIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO.INVIABILIDADE DE NOVA ANÁLISE NA VIA RECURSAL ELEITA. SÚMULA 7/STJ. 1. Não se configurou a ofensa ao art. 535 do Código de Processo Civil, uma vez que o Tribunal de origem julgou integralmente a lide e solucionou a controvérsia, tal como lhe foi apresentada. 2. Quanto ao procedimento administrativo para imposição de multa de trânsito, a posição do STJ é no sentido da indispensabilidade de duas notificações: a) a primeira, que poderá ser feita pelo correio, cabe na autuação a distância ou por equipamento eletrônico, com o desiderato de ensejar conhecimento da lavratura do auto de infração (art. 280, caput e inciso VI, do CTB), dispensável, por óbvio, nas hipóteses de flagrante, já que o infrator é notificado de modo presencial (art. 280, VI, § 3º, c/c o art. 281, II, do CTB); e b) a segunda deverá ocorrer após julgada a subsistência do auto de infração, com a imposição de penalidade (art. 282, do CTB). Esse entendimento encontra-se consubstanciado na Súmula 312/STJ: "No processo administrativo para imposição de multa de trânsito, são necessárias as notificações da autuação e da aplicação da pena decorrente da infração". 3. In casu, conforme noticia o acórdão impugnado, as notificações relativas à autuação e à aplicação da penalidade foram efetivadas. 4. Modificar a conclusão a que chegou a Corte de origem, de modo a acolher a tese da recorrente, demandaria reexame do acervo fático-probatório dos autos, o que é inviável em Recurso Especial, sob pena de violação da Súmula 7 do STJ: "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial". 5. Agravo Regimental não provido. (AgRg no AREsp 728.484/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 15/09/2015, DJe 10/11/2015). ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. ANULAÇÃO DA PENALIDADE. DUPLA NOTIFICAÇÃO. AUSÊNCIA. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE.SÚMULA 7 DO STJ. 1. O Código de Trânsito Brasileiro exige que o infrator seja notificado na ocasião da lavratura do auto de infração (art. 280, VI, do CTB), para a apresentação da defesa prévia, bem como no momento da aplicação da pena, a fim de que se defenda e ofereça o recurso cabível (art. 281 do mesmo Código). 2. Hipótese em que a Corte a quo declarou a nulidade do procedimento administrativo para a imposição de multa de trânsito, em razão de os agravados não terem sido notificados da homologação do auto de infração, de modo que a inversão do julgado demandaria o reexame de prova, inviável em sede de recuso especial, em face da Súmula 7 do STJ. 3. Não enfrentada no acórdão recorrido a ofensa ao art. 282, § 1º, do CTB - "a notificação devolvida por desatualização do endereço do proprietário do veículo será considerada válida para todos os efeitos" -, carece o apelo nobre do indispensável prequestionamento, a teor do disposto na Súmula 282 do STF. 4. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp 1055293/PE, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 08/02/2018, DJe 15/03/2018). PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. PEDIDO DE UNIFORMIZAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE LEI. JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA. CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. AUTO DE INFRAÇÃO. NOTIFICAÇÃO. REMESSA POSTAL.AVISO DE RECEBIMENTO. PREVISÃO LEGAL. AUSÊNCIA. CERCEAMENTO DE DEFESA E OFENSA AO CONTRADITÓRIO. DESCARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 312 DO STJ. VIOLAÇÃO. INEXISTÊNCIA. 1. De acordo com o art. 18, § 3º, da Lei n. 12.153/2009, o mecanismo de uniformização de jurisprudência e de submissão das decisões das Turmas Recursais ao crivo do Superior Tribunal de Justiça, no âmbito dos Juizados Especiais da Fazenda Pública, restringe-se a questões de direito material, quando as Turmas de diferentes Estados derem a lei federal interpretações divergentes, ou quando a decisão proferida estiver em contrariedade com súmula do Superior Tribunal de Justiça. 2. Em observância ao princípio insculpido no art. 5º, LV, da Constituição Federal, o Código de Trânsito Brasileiro determina que a autoridade de trânsito deve expedir a notificação do cometimento da infração no prazo de até 30 (trinta), caso o condutor não seja cientificado no local do flagrante, para fins de defesa prévia (art. 280, VI, e 281 do CTB), bem como acerca da imposição da penalidade e do prazo para a interposição de recurso ou recolhimento do valor da multa (art. 282). 3. A legislação especial é imperativa quanto à necessidade de garantir a ciência do infrator ou responsável pelo veículo da aplicação da penalidade, seja por remessa postal (telegrama, sedex, cartas simples ou registrada) ou "qualquer outro meio tecnológico hábil" que assegure o seu conhecimento, mas não obriga ao órgão de trânsito à expedição da notificação mediante Aviso de Recebimento (AR). 4. Se o CTB reputa válidas as notificações por remessa postal, sem explicitar a forma de sua realização, tampouco o CONTRAN o fez, não há como atribuir à administração pública uma obrigação não prevista em lei ou, sequer, em ato normativo, sob pena de ofensa aos princípios da legalidade, da separação dos poderes e da proporcionalidade, considerando o alto custo da carta com AR e, por conseguinte, a oneração dos cofres públicos. 5. O envio da notificação, por carta simples ou registrada, satisfaz a formalidade legal e, cumprindo a administração pública o comando previsto na norma especial, utilizando-se, para tanto, da Empresa de Correios e Telégrafos - ECT (empresa pública), cujos serviços gozam de legitimidade e credibilidade, não há se falar em ofensa ao contraditório e à ampla defesa no âmbito do processo administrativo, até porque, se houver falha nas notificações, o art. 28 da Resolução n. 619/16 do Contran prevê que "a autoridade de trânsito poderá refazer o ato, observados os prazos prescricionais". 6. Cumpre lembrar que é dever do proprietário do veículo manter atualizado o seu endereço junto ao órgão de trânsito e, se a devolução de notificação ocorrer em virtude da desatualização do endereço ou recusa do proprietário em recebê-la considera-se-á válida para todos os efeitos (arts. 271 § 7º, e 282 § 1º, c/c o art. 123, § 2º, do Código de Trânsito). 7. Além do rol de intimações estabelecido no art. 26, § 3º, da Lei 9.784/99 ser meramente exemplificativo, a própria lei impõe em seu art. 69 que "os processos administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria, aplicando-se-lhes apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei". 8. O critério da especialidade "tem sua razão de ser na inegável idéia de que o legislador, quanto cuidou de determinado tema de forma mais específica, teve condições de reunir no texto da lei as regras mais consentâneas com a matéria disciplinada" (MS 13939/DF, Relator Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, Órgão Julgador S3 - TERCEIRA SEÇÃO, DJe 09/11/2009). 9. Da interpretação dos arts. 280, 281 e 282 do CTB, conclui-se que é obrigatória a comprovação do envio da notificação da autuação e da imposição da penalidade, mas não se exige que tais expedições sejam acompanhadas de aviso de recebimento. 10. Pedido de uniformização julgado improcedente. (PUIL 372/SP, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 11/03/2020, DJe 27/03/2020). No que tange aos honorários advocatícios, da conjugação dos Enunciados Administrativos ns. 3 e 7, editados em 09.03.2016 pelo Plenário desta Corte, depreende-se que as novas regras relativas ao tema, previstas no art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, serão aplicadas apenas aos recursos sujeitos à novel legislação, tanto nas hipóteses em que o novo julgamento da lide gerar a necessidade de fixação ou modificação dos ônus da sucumbência anteriormente distribuídos quanto em relação aos honorários recursais (§ 11). Ademais, vislumbrando o nítido propósito de desestimular a interposição de recurso infundado pela parte vencida, entendo que a fixação de honorários recursais em favor do patrono da parte recorrida está adstrita às hipóteses de não conhecimento ou de improvimento do recurso. Quanto ao momento em que deva ocorrer o arbitramento dos honorários recursais (art. 85, § 11, do CPC/2015), afigura-se-me acertado o entendimento segundo o qual incidem apenas quando esta Corte julga, pela vez primeira, o recurso, sujeito ao Código de Processo Civil de 2015, que inaugure o grau recursal, revelando-se indevida sua fixação em agravo interno e embargos de declaração. Registre-se que a possibilidade de fixação de honorários recursais está condicionada à existência de imposição de verba honorária pelas instâncias ordinárias, revelando-se vedada aquela quando esta não houver sido imposta. Na aferição do montante a ser arbitrado a título de honorários recursais, deverão ser considerados o trabalho desenvolvido pelo patrono da parte recorrida e os requisitos previstos nos §§ 2º a 10 do art. 85 do estatuto processual civil de 2015, sendo desnecessária a apresentação de contrarrazões (v.g. STF, Pleno, AO 2.063 AgR/CE, Rel. Min. Marco Aurélio, Redator para o acórdão Min. Luiz Fux, j. 18.05.2017), embora tal elemento possa influir na sua quantificação. Assim, nos termos do art. 85, §§ 2º e 11, de rigor a majoração, em20% (vinte por cento), dos honorários anteriormente fixados (fls.110 e 169e). Posto isso, com fundamento nos arts. 932, IV, do Código de Processo Civil de 2015 e 34, XVIII, b, e 255, II, ambos do RISTJ, NEGO PROVIMENTO ao Recurso Especial. Publique-se e intimem-se.