REsp 2257863 - ACORDAO
A agravante não demonstrou que a notitia criminis foi previamente dirigida à autoridade policial ou ao Ministério Público nem comprovou a inércia deste; por se tratar de crime de ação penal pública (ainda que condicionada à representação), a iniciativa investigativa é privativa do Ministério Público e o Poder Judiciário não é via adequada para receber a notícia de crime com objetivo de instaurar investigação, de modo que o indeferimento da petição inicial por ilegitimidade ativa e inadequação da via foi correto; estando o acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência dominante, aplica-se a Súmula 83/STJ e nega-se provimento ao agravo regimental.
- Parties
- Agravante: MARIA SOLANGE AYALA FERNANDEZ SANCHEZ; Acusada: Cíntia Fernandes
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 May 2026
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Recurso Especial / Julgamento (quinta Turma, Sessão Virtual)
- Outcome
- Agravo regimental improvido
- Legal Topics
- Notitia Criminis, Sistema Acusatório, Ação Penal Pública Condicionada À Representação, Ação Penal Privada Subsidiária, Indeferimento Da Petição Inicial, Ilegitimidade Ativa, Súmula 83/stj
Case Brief
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Parties
MARIA SOLANGE AYALA FERNANDEZ SANCHEZ
Agravante
Cíntia Fernandes
Acusada
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Recurso Especial / Julgamento (quinta Turma, Sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 Se o magistrado pode, por iniciativa própria, determinar a instauração de inquérito policial a partir de notitia criminis apresentada por particular
- 2 Se a notitia criminis pode ser apresentada diretamente ao Poder Judiciário para deflagrar persecução penal
- 3 Requisitos para a configuração da ação penal privada subsidiária da pública
Ratio Decidendi
A agravante não demonstrou que a notitia criminis foi previamente dirigida à autoridade policial ou ao Ministério Público nem comprovou a inércia deste; por se tratar de crime de ação penal pública (ainda que condicionada à representação), a iniciativa investigativa é privativa do Ministério Público e o Poder Judiciário não é via adequada para receber a notícia de crime com objetivo de instaurar investigação, de modo que o indeferimento da petição inicial por ilegitimidade ativa e inadequação da via foi correto; estando o acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência dominante, aplica-se a Súmula 83/STJ e nega-se provimento ao agravo regimental.
Court Disposition
Agravo regimental improvido
Orders
- Negado provimento ao agravo regimental.
Full Case Text
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