AREsp 3035282 - DECISAO
O tribunal entendeu que a cédula de crédito bancário não é nula por ausência de declaração expressa do "valor final do negócio", pois, na hipótese de empréstimo de capital de giro com prestações e CET indicados, o valor devido pode ser apurado por simples cálculo aritmético a partir dos elementos contratuais; ademais, o dever de informação do art. 52, V, do CDC exige informação prévia e adequada, mas não impõe a obrigatoriedade de expor tal montante na própria avença, e o reexame do conjunto fático-probatório é vedado nesta Corte pelas Súmulas n. 5 e 7/STJ, de modo que negou-se provimento ao agravo.
- Parties
- Autora: R2 TRANSPORTADORA E ARMAZENAGEM LTDA.; Ré: Financeira ré
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Nos Próprios Autos / Decisão (negado Provimento Ao Agravo)
- Outcome
- Nego provimento ao agravo
- Legal Topics
- Nulidade Contratual, Cédula De Crédito Bancário, Dever De Informação (art. 52 V Cdc), Custo Efetivo Total (cet), Juros Remuneratórios, Sucumbência, Recurso Especial, Súmulas 5 E 7/stj
Case Brief
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Parties
R2 TRANSPORTADORA E ARMAZENAGEM LTDA.
Autora
Financeira ré
Ré
Procedural Posture
Agravo Nos Próprios Autos / Decisão (negado Provimento Ao Agravo)
Legal Issues
- 1 Se a ausência de indicação do "valor final do negócio ofertado" na cédula de crédito bancário acarreta nulidade do título por violação do art. 52, V, do CDC
- 2 Se a decisão de origem deveria reconhecer nulidade absoluta da relação negocial com fundamento no art. 166, IV, do CC
- 3 Se a apuração do valor devido pode ser efetuada por cálculo aritmético a partir dos elementos constantes do título contratual
Ratio Decidendi
O tribunal entendeu que a cédula de crédito bancário não é nula por ausência de declaração expressa do "valor final do negócio", pois, na hipótese de empréstimo de capital de giro com prestações e CET indicados, o valor devido pode ser apurado por simples cálculo aritmético a partir dos elementos contratuais; ademais, o dever de informação do art. 52, V, do CDC exige informação prévia e adequada, mas não impõe a obrigatoriedade de expor tal montante na própria avença, e o reexame do conjunto fático-probatório é vedado nesta Corte pelas Súmulas n. 5 e 7/STJ, de modo que negou-se provimento ao agravo.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo
Orders
- Nego provimento ao agravo
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
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