REsp 1476336 - ACORDAO
Diante da jurisprudência e do disposto no art. 499 do CPC/1983 (art. 996 do CPC/2015), o arrematante tem legitimidade como terceiro prejudicado para recorrer de decisões que afetem a arrematação; ademais, questões não apreciadas pelo tribunal de origem não podem ser enfrentadas nesta Corte por risco de supressão de...
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- Parties
- Agravante (interpondo Agravo Interno No Recurso Especial): FURTADO S.A. COMÉRCIO E INDÚSTRIA; Arrematante (terceiro Prejudicado) / Recorrente Nos Autos Que Versaram Sobre a Arrematação: GDC Alimentos S/A; Parte Que Interpôs O Agravo De Instrumento Na Execução Fiscal: Fazenda Estadual
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Recurso Especial / Acórdão Julgamento Colegiado (segunda Turma, Sessão Virtual)
- Outcome
- Agravo interno improvido; negar provimento ao recurso.
- Legal Topics
- Nulidade Da Arrematação, Legitimidade Do Terceiro Prejudicado Para Recorrer (art. 499 Do Cpc/1983 Art. 996 Do Cpc/2015), Interposição De Agravo Interno, Supressão De Instância
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Parties
FURTADO S.A. COMÉRCIO E INDÚSTRIA
Agravante (interpondo Agravo Interno No Recurso Especial)
GDC Alimentos S/A
Arrematante (terceiro Prejudicado) / Recorrente Nos Autos Que Versaram Sobre a Arrematação
Fazenda Estadual
Parte Que Interpôs O Agravo De Instrumento Na Execução Fiscal
Procedural Posture
Agravo Interno No Recurso Especial / Acórdão Julgamento Colegiado (segunda Turma, Sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 Se o arrematante do bem penhorado tem legitimidade para interpor recurso nos autos do agravo de instrumento que resulta na anulação da arrematação
- 2 Se o ingresso do arrematante como terceiro prejudicado exige demonstração do nexo de interdependência nos termos do art. 499 do CPC/1983
Ratio Decidendi
Diante da jurisprudência e do disposto no art. 499 do CPC/1983 (art. 996 do CPC/2015), o arrematante tem legitimidade como terceiro prejudicado para recorrer de decisões que afetem a arrematação; ademais, questões não apreciadas pelo tribunal de origem não podem ser enfrentadas nesta Corte por risco de supressão de instância. Assim, o agravo interno não merece provimento e deve ser mantida a decisão que reconheceu a nulidade do acórdão que não conheceu dos embargos de declaração do arrematante.
Court Disposition
Agravo interno improvido; negar provimento ao recurso.
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
- Publique-se.
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 24/04/2025 a 30/04/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Maria Thereza de Assis Moura, Marco Aurélio Bellizze e Teodoro Silva Santos votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. NULIDADE DA ARREMATAÇÃO RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO AGRAVO INSTRUMENTO INTERPOSTO NOS AUTOS DA EXECUÇÃO FISCAL. ARREMATANTE DO BEM. TERCEIRO INTERESSADO. ART. 499 DO CPC/1983. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. 1. O arrematante do bem possui legitimidade, na qualidade de terceiro prejudicado, para interpor recurso contra decisão judicial que impacte o ato de arrematação, conforme previsto no art. 499 do CPC/1983 (atualmente art. 996 do CPC/2015). Precedentes. 2. Agravo interno improvido.
RELATÓRIO MINISTRO AFRÂNIO VILELA: Em análise, agravo interno interposto pela FURTADO S.A. COMÉRCIO E INDÚSTRIA contra a decisão que reconheceu a nulidade do acórdão que não conheceu dos embargos de declaração opostos pela agravada. A parte agravante sustenta a correção do aresto recorrido, uma vez que a legitimidade recursal de terceiro interessado está condicionada à comprovação do "nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial", o que não foi demonstrado no momento oportuno. Acrescenta que os julgados citados na decisão agravada não se aplicam ao caso dos autos, pois a arrematação do bem não está sendo questionada e sim os atos precedentes. Defende, ainda, a inaplicabilidade do art. 462 do CPC e que o conhecimento do recurso especial especial encontra óbice na Súmula 7 desta Corte. Por fim, informa que o bem não foi arrematado, a penhora foi cancelada, a dívida extinta e o bem já foi vendido. Assim, requer a reconsideração da decisão agravada ou pela submissão da questão ao Colegiado. Como certificado nos autos, transcorreu in albis o prazo para impugnação. É o relatório. EMENTA TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. NULIDADE DA ARREMATAÇÃO RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO AGRAVO INSTRUMENTO INTERPOSTO NOS AUTOS DA EXECUÇÃO FISCAL. ARREMATANTE DO BEM. TERCEIRO INTERESSADO. ART. 499 DO CPC/1983. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. 1. O arrematante do bem possui legitimidade, na qualidade de terceiro prejudicado, para interpor recurso contra decisão judicial que impacte o ato de arrematação, conforme previsto no art. 499 do CPC/1983 (atualmente art. 996 do CPC/2015). Precedentes. 2. Agravo interno improvido. VOTO MINISTRO AFRÂNIO VILELA (Relator): Conheço do recurso, porquanto presentes os seus pressupostos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade. Inicialmente, de acordo com o Enunciado Administrativo 2/2016 desta Corte: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. O recurso não merece prosperar. Na origem, o Tribunal regional deu provimento ao agravo de instrumento para anular os atos subsequentes à marcação do leilão, em razão da ausência de intimação da parte executada para apresentar impugnação à avaliação do bem penhorado. Contra a decisão, a arrematante do bem opôs embargos declaratórios, os quais não foram conhecidos, nos seguintes termos: Quanto aos embargos de declaração atravessados pela arrematante, GDC Alimentos S/A, não merecem conhecimento, já que o pedido de ingresso no feito na qualidade de terceira prejudicada deve ser indeferido, diante dos estritos limites do recurso de agravo de instrumento e da natureza da ação de execução fiscal que originou o agravo. Em seguida, foi apresentado o presente recurso especial, com fundamento no art. 499 do CPC/1983, argumentando que: Considerando que o agravo interposto com vistas a suspender o leilão, restou prejudicado pela sua realização, com a arrematação feita pela ora recorrente, sem dúvida qualquer ato judicial que envolva a anulação da hasta pública afeta prejudicialmente os interesses do arrematante, seja em qual tipo de ação for, razão porque não poderia o E. Tribunal "a quo" indeferir seu ingresso e nem tampouco desconsiderar sua anterior manifestação a respeito do que estava sendo discutido no recurso. O recurso foi provido, com base nas seguintes considerações (fls. 810-814): Dessume-se dos autos que as manifestações da arrematante, ora recorrente, não foram conhecidas no Tribunal a quo, sob o seguinte argumento (fl. 591): .. . Ocorre que o STJ possui firme entendimento no sentido de que não se pode anular diretamente a arrematação sem a formação de litisconsórcio passivo necessário com o arrematante. .. . Portanto, é claro o interesse da arrematante em procedimento que tende a anular a arrematação, devendo ser deferido o seu ingresso no feito e serem conhecidos e examinados os seus argumentos. Além disso, notadamente in casu, observa-se que a parte recorrente alegou na origem que "somente pelas vias próprias poderia o executado ver desconstituída a alienação - embargos à arrematação/ação autônoma, tendo em vista a presunção de higidez da titulação do arrematante" (fl. 570), o que não foi examinado pelo Tribunal regional. Ante o exposto, dou provimento ao recurso especial para reconhecer a nulidade do acórdão recorrido que não conheceu dos embargos de declaração da recorrente. Publique-se. Intimem-se. Como se observa, a controvérsia em questão restringe-se a determinar se o arrematante do bem penhorado pode interpor recurso nos autos do agravo de instrumento apresentado contra a decisão monocrática proferida na execução fiscal, que resultou na anulação da a rrematação. Sobre o tema, esta Corte Superior de Justiça já se manifestou a respeito da legitimidade do arrematante, na qualidade de terceiro prejudicado, para recorrer de decisões judiciais que impactam o ato de arrematação, nos termos do art. 499 do CPC/1983 (atualmente art. 996 do CPC/2015), in verbis: Art. 499. O recurso pode ser interposto pela parte vencida, pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público. § 1º Cumpre ao terceiro demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial. § 2º O Ministério Público tem legitimidade para recorrer assim no processo em que é parte, como naqueles em que oficiou como fiscal da lei. Nesse sentido, mutatis mutandis, os seguinte precedentes: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE AUTOFALÊNCIA. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC/73. NÃO OCORRÊNCIA. PRETENSÃO DE TORNAR SEM EFEITO ARREMATAÇÃO. AFASTAMENTO. FUNDAMENTOS NÃO IMPUGNADOS. SÚMULA 283/STF. LEGITIMIDADE DO ARREMATANTE RECONHECIDA. SÚMULA 83/STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. No caso, não houve violação do art. 535 do CPC/73, pois o Tribunal de origem dirimiu as questões pertinentes ao litígio, emitindo pronunciamento de forma clara e fundamentada. 2. A Corte de origem concluiu que o arrematante, mesmo tendo alienado o bem arrematado posteriormente, tem interesse jurídico na manutenção da arrematação questionada em juízo, o que lhe assegura legitimidade para atuar. Ao assim concluir, o v. acórdão recorrido harmonizou-se com o entendimento desta Corte Superior, o que implica a incidência da Súmula 83/STJ. 3. Ao negar o desfazimento da arrematação, o Tribunal de origem assentou-se na evidência de boa-fé do arrematante e no seu interesse de manter o negócio jurídico, mormente porque o parcial descumprimento do pagamento do preço deve-se ao fato de um dos bens ainda se encontrar sub judice em demanda autônoma, além de reconhecer a necessidade de observância de procedimento judicial próprio. Esses dois fundamentos, cada qual suficiente para a manutenção da conclusão, não foram objeto de impugnação específica, o que atrai a incidência da Súmula 283/STF. 4. Agravo interno a que se nega provimento (AgInt no AREsp n. 1.263.329/PR, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 12/8/2024, DJe de 16/8/2024, grifo nosso). PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ATO JUDICIAL. DECISÃO QUE ANULOU A ARREMATAÇÃO. SÚMULA 267/STF. APLICAÇÃO. ARREMATANTE (TERCEIRO PREJUDICADO). ARTIGO 499, DO CPC. RECURSO CABÍVEL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. SÚMULA 202/STJ. INAPLICABILIDADE. 1. O Mandado de Segurança não é sucedâneo de recurso, sendo imprópria a sua impetração contra decisão judicial passível de impugnação prevista em lei, ex vi do disposto no artigo 5º, II, da Lei 1.533/51 e da Súmula 267/STF, segundo a qual "não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição" (Precedente da Corte Especial do STJ: MS 12.441/DF, Rel. Ministro Luiz Fux, Corte Especial, julgado em 01.02.2008, DJe 06.03.2008). 2. O artigo 5º, II, da Lei 12.016/2009, veda a utilização do mandado de segurança contra decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. 3. Malgrado o writ tenha sido manejado por terceiro prejudicado, revela-se inaplicável, à espécie, a Súmula 202/STJ, segundo a qual "a impetração de segurança por terceiro, contra ato judicial, não se condiciona a interposição de recurso". 4. Isto porque a ratio essendi da Súmula 202/STJ pressupõe a não participação do terceiro na lide, vale dizer: o desconhecimento dos atos processuais respectivos, exegese que se extrai, em regra, da leitura dos precedentes que embasaram o verbete sumular (REsp 2.224/SC, Rel. Ministro José de Jesus Filho, Segunda Turma, julgado em 09.12.1992, DJ 08.02.1993; RMS 243/RJ, Rel. Ministro Gueiros Leite, Terceira Turma, julgado em 21.08.1990, DJ 09.10.1990; RMS 1.114/SP, Rel. Ministro Athos Carneiro, Quarta Turma, julgado em 08.10.1991, DJ 04.11.1991; RMS 4.069/ES, Rel. Ministro Antônio de Pádua Ribeiro, Segunda Turma, julgado em 26.10.1994, DJ 21.11.1994; RMS 4.822/RJ, Rel. Ministro Demócrito Reinaldo, Primeira Turma, julgado em 05.12.1994, DJ 19.12.1994; e RMS 7.087/MA, Rel. Ministro César Asfor Rocha, Quarta Turma, julgado em 24.03.1997, DJ 09.06.1997). 5. A decisão que anulou a arrematação e que foi objeto do presente mandado de segurança habilitava o arrematante a recorrer porquanto detinha evidente legitimidade, à luz do artigo 499, do CPC, sendo certo que requereu seu ingresso, na qualidade de terceiro interessado, nos autos do agravo de instrumento interposto pela Fazenda Estadual, ao qual foi conferido efeito suspensivo (fls. 532/533 e 542/551), razão pela qual se revela inadequada a via eleita. 6. Deveras, in casu, o inteiro teor da decisão judicial que anulou a arrematação, objeto do presente mandado de segurança, restou publicada no Diário Oficial do Estado em 24.06.2005, e a alegada teratologia da decisão judicial não resta evidente, porquanto anulada a arrematação realizada na execução fiscal, ante a constatação, entre outros: (i) de que a penhora do imóvel ocorrera no termo legal da falência, (ii) que o bem penhorado fora arrecadado no feito falimentar, (iii) que a arrematação ocorrera por preço vil, (iv) que o Ministério Público não fora intimado e (vi) que o magistrado competente não participara do ato expropriatório. 7. Acresce o fato de que o mérito do aludido agravo de instrumento (Agravo de Instrumento nº 431.419-5/9-00) restou julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em 03.12.2007, que lhe negou provimento, considerando válida a anulação da arrematação realizada no âmbito da execução fiscal. 8. O desprovimento do recurso ordinário impõe a revogação da liminar deferida nos autos da Medida Cautelar 11.937/SP, máxime porque a perfectibilização da regular expropriação do bem, realizada nos autos falimentares, não caracteriza dano irreparável ou de difícil reparação, uma vez que: (i) ainda que fosse considerada hígida a arrematação realizada nos autos da execução fiscal, o produto da alienação judicial do bem penhorado deveria ser entregue ao juízo universal da falência para apuração das preferências; e (ii) a arrematação somente é considerada perfeita, acabada e irretratável com a assinatura do auto pelo juiz, pelo arrematante e pelo serventuário da justiça ou leiloeiro (artigo 694, do CPC), hipótese inocorrente in casu. 9. Recurso ordinário desprovido, revogada a liminar deferida nos autos da Medida Cautelar 11.937/SP (RMS n. 24.048/SP, relator Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 16/11/2010, DJe de 1/12/2010). As demais questões suscitadas no agravo interno não foram apreciadas pelo Tribunal de origem, o que impede a manifestação deste Sodalício, sob pena de supressão de instância, conforme se extrai do julgado a seguir: AGRAVO INTERNO. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. ANULAÇÃO DE QUESTÕES DA PROVA OBJETIVA. VIA JUDICIAL. PONTOS NÃO ATRIBUÍDOS A TODOS OS CANDIDATOS. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL. CIÊNCIA DO ATO COATOR. RECURSO ORDINÁRIO PRO VIDO. DECADÊNCIA AFASTADA. RETORNO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. ANÁLISE DO MÉRITO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Não é possível a esta Corte debruçar-se sobre temas não enfrentados pelo Tribunal de origem, sob o risco de supressão de instância. Na espécie, foi dado provimento ao recurso ordinário a fim de afastar a decadência e determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para que proceda ao julgamento de mérito da impetração. 2. Agravo interno improvido (AgInt no RMS n. 74.428/RJ, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Segunda Turma, julgado em 27/11/2024, DJEN de 10/12/2024, grifo nosso). Diante do exposto, as razões da parte agravante não merecem acolhimento, devendo ser mantido o inteiro teor da decisão monocrática proferida. Isso posto, nego provimento ao recurso.