REsp 1711789 - ACORDAO
Concluiu‑se que, ante a prova pericial da falsificação da assinatura do representante legal, a situação configura nulidade do negócio jurídico por ausência de consentimento, hipótese insuscetível de decadência nos termos do art. 166 do Código Civil, motivo pelo qual se manteve o afastamento da decadência quanto ao pedido declaratório; porém, a pretensão condenatória autônoma por danos morais dirigida à instituição financeira não envolvida na fraude está submetida ao prazo prescricional trienal do art. 206, § 3º, V, do Código Civil, já extinto no caso concreto, motivo pelo qual o agravo interno foi parcialmente provido para declarar, desde logo, a prescrição desse pedido.
- Parties
- Agravante: ITAÚ UNIBANCO S.A.; Agravada: CROMADORA JOTA LTDA.; Ré: NOVINVEST CORRETORA DE VALORES MOBILIÁRIOS LTDA.; Ré: REGINA CÉLIA SILVA; Ré: BANCO ITAÚ HOLDING FINANCEIRA S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 October 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Decidido Pela Quarta Turma Do Superior Tribunal De Justiça (acórdão)
- Outcome
- Agravo interno parcialmente provido
- Legal Topics
- Nulidade De Negócio Jurídico, Anulabilidade Por Dolo, Decadência, Prescrição, Danos Morais, Falsificação De Assinatura, Prova Pericial
Case Brief
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Parties
ITAÚ UNIBANCO S.A.
Agravante
CROMADORA JOTA LTDA.
Agravada
NOVINVEST CORRETORA DE VALORES MOBILIÁRIOS LTDA.
Ré
REGINA CÉLIA SILVA
Ré
BANCO ITAÚ HOLDING FINANCEIRA S.A.
Ré
Procedural Posture
Agravo Interno / Decidido Pela Quarta Turma Do Superior Tribunal De Justiça (acórdão)
Legal Issues
- 1 Se os fatos configuram nulidade do negócio jurídico (insuscetível de prazo decadencial) ou anulabilidade por dolo de terceiro (sujeita ao prazo decadencial de quatro anos)
- 2 Se a pretensão indenizatória por danos morais está prescrita, considerando o prazo trienal do art. 206, § 3º, V, do Código Civil
Ratio Decidendi
Concluiu‑se que, ante a prova pericial da falsificação da assinatura do representante legal, a situação configura nulidade do negócio jurídico por ausência de consentimento, hipótese insuscetível de decadência nos termos do art. 166 do Código Civil, motivo pelo qual se manteve o afastamento da decadência quanto ao pedido declaratório; porém, a pretensão condenatória autônoma por danos morais dirigida à instituição financeira não envolvida na fraude está submetida ao prazo prescricional trienal do art. 206, § 3º, V, do Código Civil, já extinto no caso concreto, motivo pelo qual o agravo interno foi parcialmente provido para declarar, desde logo, a prescrição desse pedido.
Court Disposition
Agravo interno parcialmente provido
Orders
- Declara‑se, desde logo, a prescrição da pretensão de condenação dos requeridos ao pagamento de indenização por danos morais.
- Mantida a decisão monocrática quanto ao afastamento da decadência do pedido declaratório (reconhecimento de nulidade do negócio jurídico).
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