REsp 2006998 - ACORDAO
O Tribunal entendeu que não houve negativa de prestação jurisdicional porque o acórdão recorrido se manifestou fundamentadamente; as alegações que demandam reexame de fatos e provas estão obstadas pela Súmula 7/STJ; não há dissídio jurisprudencial porque o acórdão do TRF‑4 está em consonância com a jurisprudência dominante do STJ que admite a decretação judicial da nulidade de registro de marca com base em direito de precedência (Súmula 83/STJ); assim, conheceu‑se em parte dos recursos e, nessa extensão, negou‑se provimento, mantendo‑se a anulação do registro decretada pelo Tribunal de origem.
- Parties
- Recorrente: VIMAR ARTEFATOS DE COURO LTDA. - EPP; Recorrente: INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL; Autora: ÁGUIA P. B. CONFECÇÕES LTDA. - ME
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 October 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Acórdão (julgamento)
- Outcome
- Recursos especiais conhecidos em parte e, nessa extensão, negados provimento.
- Legal Topics
- Nulidade De Registro De Marca, Direito De Precedência, Preclusão Administrativa, Negativa De Prestação Jurisdicional, Reexame De Provas, Súmula 7/stj, Súmula 83/stj, Competência Da Justiça Federal
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
VIMAR ARTEFATOS DE COURO LTDA. - EPP
Recorrente
INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL
Recorrente
ÁGUIA P. B. CONFECÇÕES LTDA. - ME
Autora
Procedural Posture
Recurso Especial / Acórdão (julgamento)
Legal Issues
- 1 existência ou não de negativa de prestação jurisdicional (omissão)
- 2 necessidade de reexame do conjunto fático‑probatório e vedação pela Súmula 7/STJ
- 3 preclusão administrativa do direito de precedência versus possibilidade de arguição judicial
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que não houve negativa de prestação jurisdicional porque o acórdão recorrido se manifestou fundamentadamente; as alegações que demandam reexame de fatos e provas estão obstadas pela Súmula 7/STJ; não há dissídio jurisprudencial porque o acórdão do TRF‑4 está em consonância com a jurisprudência dominante do STJ que admite a decretação judicial da nulidade de registro de marca com base em direito de precedência (Súmula 83/STJ); assim, conheceu‑se em parte dos recursos e, nessa extensão, negou‑se provimento, mantendo‑se a anulação do registro decretada pelo Tribunal de origem.
Court Disposition
Recursos especiais conhecidos em parte e, nessa extensão, negados provimento.
Orders
- Conhecer em parte dos recursos especiais interpostos por VIMAR ARTEFATOS DE COURO LTDA. - EPP e pelo INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL e, nessa extensão, negar-lhes provimento
- Majorar em 5% o valor dos honorários advocatícios anteriormente fixados, limitados a 20%, nos termos do art. 85, § 11, do CPC
Full Case Text
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