REsp 2184959 - ACORDAO
Rejeitar os embargos de declaração porque não há omissão, obscuridade, contradição ou erro material no acórdão recorrido; as matérias foram objetivamente enfrentadas e fundamentadas pelo Tribunal de origem (TJ/MG), logo os embargos configuram tentativa de rediscussão vedada pelo art. 1.022 do CPC.
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- Parties
- Embargante: PAULO HEUBERT FIÚZA PAULINELLI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 September 2025
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Julgamento Em Sessão Virtual (decisão Colegiada)
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados
- Legal Topics
- Nulidade De Título De Crédito, Inexigibilidade De Obrigação, Cancelamento De Protesto, Indenização Por Dano Moral, Embargos De Declaração, Agravo Interno, Recurso Especial, Omissão De Fundamentação
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Parties
PAULO HEUBERT FIÚZA PAULINELLI
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Julgamento Em Sessão Virtual (decisão Colegiada)
Legal Issues
- 1 omissão quanto à ausência de assinatura nas notas fiscais
- 2 não identificação dos supostos recebedores das mercadorias que originaram os títulos de crédito
- 3 cabimento dos embargos de declaração nos termos do art. 1.022 do CPC
Ratio Decidendi
Rejeitar os embargos de declaração porque não há omissão, obscuridade, contradição ou erro material no acórdão recorrido; as matérias foram objetivamente enfrentadas e fundamentadas pelo Tribunal de origem (TJ/MG), logo os embargos configuram tentativa de rediscussão vedada pelo art. 1.022 do CPC.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados
Orders
- Rejeito os embargos de declaração
- Advertência de imposição da multa prevista no art. 1.026, §2º, do CPC em caso de nova insistência
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 19/08/2025 a 25/08/2025, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Humberto Martins, Ricardo Villas Bôas Cueva, Moura Ribeiro e Daniela Teixeira votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins. EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO AGRAVO INTERNO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO ORDINÁRIA DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE TÍTULO DE CRÉDITO C/C INEXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO C/C CANCELAMENTO DE PROTESTO C/C INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. OMISSÃO. AUSÊNCIA. 1. Ação declaratória de nulidade de título de crédito c/c inexigibilidade de obrigação c/c cancelamento de protesto c/c compensação por dano moral. 2. Devem ser rejeitados os embargos de declaração quando inexiste qualquer vício a ser sanado no julgado embargado. 3. Embargos de declaração rejeitados.
RELATÓRIO Examinam-se embargos de declaração opostos por PAULO HEUBERT FIÚZA PAULINELLI, contra decisão desta Corte que negou provimento ao agravo interno, nos termos da seguinte ementa: EMPRESARIAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO ORDINÁRIA DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE TÍTULO DE CRÉDITO C/C INEXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO C/C CANCELAMENTO DE PROTESTO C/C INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. OMISSÃO. NÃO OCORRÊNCIA. VÍCIOS. AUSÊNCIA. I. Caso em exame 1. Agravo Interno interposto por PAULO HEUBERT FIÚZA PAULINELLI, contra decisão que negou provimento do Recurso Especial. II. Questão em discussão 2. O agravante argumenta que a decisão recorrida está equivocada, pois não enfrentou a ausência de sua assinatura nas notas fiscais. Destaca que o acórdão do Tribunal de Origem não enfrentou essa questão, mesmo após opostos embargos de declaração. III. Razões de decidir 3. Afastada a existência de vício no acórdão recorrido, pois as matérias impugnadas foram enfrentadas de forma objetiva e fundamentada pelo Tribunal de Origem, não há que se falar em violação aos artigos 489 e 1.022 do CPC. IV. Dispositivo 4. Agravo Interno não provido. Dispositivos citados: arts. 489, §1º, III e IV e 1.022, I e II do CPC. Nas razões dos embargos, o embargante alega omissão no acórdão que negou provimento ao agravo interno, afirmando que não houve enfrentamento da tese central do recurso especial, relativa à ausência de assinatura nas notas fiscais e à não identificação dos supostos recebedores das mercadorias que embasam os títulos de crédito. Requer a integração do acórdão para que seja enfrentada expressamente a alegada omissão, com o reconhecimento da nulidade do acórdão regional por ausência de fundamentação quanto à inexistência de vínculo entre o recorrente e os documentos que originaram a cobrança. EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO AGRAVO INTERNO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO ORDINÁRIA DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE TÍTULO DE CRÉDITO C/C INEXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO C/C CANCELAMENTO DE PROTESTO C/C INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. OMISSÃO. AUSÊNCIA. 1. Ação declaratória de nulidade de título de crédito c/c inexigibilidade de obrigação c/c cancelamento de protesto c/c compensação por dano moral. 2. Devem ser rejeitados os embargos de declaração quando inexiste qualquer vício a ser sanado no julgado embargado. 3. Embargos de declaração rejeitados. VOTO Relatora: Ministra NANCY ANDRIGHI Nos termos do art. 1.022 do CPC, somente é cabível o recurso de embargos de declaração nas hipóteses em que haja, no julgado impugnado, obscuridade, contradição, omissão ou erro material. Nas razões dos presentes embargos, o embargante sustenta a existência de omissão quanto à ausência de assinatura nas notas fiscais e à não identificação dos supostos recebedores das mercadorias que embasam os títulos de crédito. No entanto, verifica-se que tais alegações já haviam sido apresentadas no agravo interno e foram devidamente analisadas e afastadas pela decisão embargada, que se encontra suficientemente fundamentada. Ademais, o acórdão proferido pelo TJ/MG enfrentou a matéria de forma clara e coerente, inexistindo qualquer omissão a ser sanada. Dessa forma, revela-se nítida a pretensão da parte embargante de utilizar os embargos de declaração com o objetivo de rediscutir matéria já decidida, buscando a prevalência de sua tese, o que é manifestamente incompatível com a natureza integrativa do recurso previsto no art. 1.022 do CPC. DISPOSITIVO Forte nessas razões, REJEITO os embargos de declaração, advertindo a parte embargante, desde já, que a insistência no manejo deste recurso ensejará a imposição da multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC.