HC 1014746 - DECISAO
Indefere-se a liminar e não se conhece do habeas corpus porque a alegação de nulidade não foi previamente apreciada pelo Tribunal de origem, o que configuraria supressão de instância, aplicando-se a vedação ao processamento per saltum e precedentes do STJ.
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- Parties
- Paciente: MARCOS VINICIUS SOARES SANTOS MENEZES LIMA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 July 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Liminar
- Outcome
- Indefiro liminarmente; não conhecimento do habeas corpus por supressão de instância.
- Legal Topics
- Nulidade Por Ausência De Fundamentação, Supressão De Instância, Recebimento Da Denúncia, Excesso De Prazo, Organização Criminosa (lei 12.850/2013), Estelionato (art. 171 Do Código Penal)
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Parties
MARCOS VINICIUS SOARES SANTOS MENEZES LIMA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Liminar
Legal Issues
- 1 ausência de fundamentação na decisão que analisou a resposta à acusação
- 2 supressão de instância por falta de análise prévia pelo tribunal de origem
- 3 vedação à apreciação per saltum
Ratio Decidendi
Indefere-se a liminar e não se conhece do habeas corpus porque a alegação de nulidade não foi previamente apreciada pelo Tribunal de origem, o que configuraria supressão de instância, aplicando-se a vedação ao processamento per saltum e precedentes do STJ.
Court Disposition
Indefiro liminarmente; não conhecimento do habeas corpus por supressão de instância.
Orders
- Indefiro liminarmente o mandamus.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de MARCOS VINICIUS SOARES SANTOS MENEZES LIMA apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Habeas Corpus n. 2104058-49.2025.8.26.0000). Consta dos autos que o paciente foi denunciado como incurso no art. 2º, caput, da Lei n. 12.850/2013 e no art. 171, caput e § 3º, do Código Penal. Irresignada, a defesa impetrou prévio writ, cuja ordem foi denegada. No presente mandamus, a defesa aduz, em síntese, que a decisão que analisou a resposta à acusação é carente de fundamentação, sendo, portanto, nula. Pugna, liminarmente, pela suspensão do processo e, no mérito, pela nulidade da decisão e dos demais atos processuais. É o relatório. Decido. Pela leitura atenta do acórdão impugnado, verifico que a alegação defensiva não foi previamente analisada pelo Tribunal de origem. Portanto, não houve manifestação da Corte local sobre o tema, o que impede o conhecimetno do habeas corpus sob pena de indevida supressão de instância. Com efeito, "é vedada a apreciação per saltum da pretensão defensiva, sob pena de supressão de instância, uma vez que compete ao Superior Tribunal de Justiça, na via processual do habeas corpus, apreciar ato de um dos Tribunais Regionais Federais ou dos Tribunais de Justiça estaduais (art. 105, inciso II, alínea a, da Constituição da República)" (EDcl no HC n. 609.741/MG, Relatora Ministra LAURITA VAZ, Sexta Turma, julgado em 15/9/2020, DJe 29/9/2020). No mesmo sentido: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. NULIDADES. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO PARA O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. PROLAÇÃO DE SENTENÇA CONDENATÓRIA QUE PREJUDICA A APRECIAÇÃO DO TEMA. AUSÊNCIA DE APRECIAÇÃO DAS TESES DEFENSIVAS PELA SENTENÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. EXCESSO DE PRAZO PARA O TÉRMINO DA INSTRUÇÃO . ENUNCIADO N. 52, DA SÚMULA DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. As alegadas nulidades decorrentes da sentença condenatória não foram examinadas pelo Tribunal de origem, de modo que inviável a análise inaugural por esta Corte, sob pena de indevida supressão de instância. Outrossim, prolatada a sentença condenatória, fica obstada a análise de eventuais nulidades decorrentes do recebimento da denúncia. 2. No que se refere ao alegado excesso de prazo para o encerramento da instrução, incide o Enunciado n. 52, da Súmula do STJ, que afirma que "Encerrada a instrução criminal, fica superada a alegação de constrangimento ilegal por excesso de prazo". Nesse contexto, prolatada a sentença condenatória, inviável o reconhecimento do excesso de prazo. 3. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 837.966/MG, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 23/10/2023, DJe de 27/10/2023.) Pelo exposto, indefiro liminarmente o mandamus. Publique-se. EMENTA