HC 923879 - DECISAO
O habeas corpus não conheceu porque não se verificou ilegalidade manifesta nem prejuízo concreto decorrente dos atos apontados; a decisão que recebeu a denúncia foi fundamentada de forma sucinta, compatível com a sistemática do art. 396/396-A e art. 397 do CPP (não sendo caso de absolvição sumária), o indeferimento de novas intimações de testemunhas foi justificado pela ausência de qualificação/endereços para intimação, e não houve demonstração de prejuízo pela suposta ausência de entrevista reservada com o advogado (o paciente permaneceu em silêncio), de modo que a via do habeas corpus é inadequada como substitutiva de recurso próprio e não há constrangimento ilegal a ser sanado de ofício.
- Parties
- Paciente: RAIMUNDO ALVES DE ALMEIDA FILHO; Tribunal a Quo: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro; Juízo De Primeiro Grau: Juízo de primeiro grau; Ministerio Publico: Ministério Público Federal; Impetrante: Defesa
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 January 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecido
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus.
- Legal Topics
- Nulidade Processual, Absolvição Sumária, Recebimento Da Denúncia, Direito De Entrevista Com Advogado, Ônus Da Demonstração De Prejuízo (pas De Nullité Sans Grief), Indeferimento De Produção De Provas Testemunhais
Case Brief
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Parties
RAIMUNDO ALVES DE ALMEIDA FILHO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
Tribunal a Quo
Juízo de primeiro grau
Juízo De Primeiro Grau
Ministério Público Federal
Ministerio Publico
Defesa
Impetrante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Se a decisão que ratificou o recebimento da denúncia exigia motivação exauriente ou apenas fundamentação sucinta
- 2 Se houve nulidade por indeferimento de oitiva de testemunhas arroladas pela defesa
- 3 Se houve nulidade por impedimento de entrevista reservada do acusado com seu advogado antes do interrogatório
Ratio Decidendi
O habeas corpus não conheceu porque não se verificou ilegalidade manifesta nem prejuízo concreto decorrente dos atos apontados; a decisão que recebeu a denúncia foi fundamentada de forma sucinta, compatível com a sistemática do art. 396/396-A e art. 397 do CPP (não sendo caso de absolvição sumária), o indeferimento de novas intimações de testemunhas foi justificado pela ausência de qualificação/endereços para intimação, e não houve demonstração de prejuízo pela suposta ausência de entrevista reservada com o advogado (o paciente permaneceu em silêncio), de modo que a via do habeas corpus é inadequada como substitutiva de recurso próprio e não há constrangimento ilegal a ser sanado de ofício.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus.
Orders
- Intimem-se.
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