REsp 1877521 - DECISAO
Rejeitaram-se os embargos porque a embargante era apenas interessada no agravo de instrumento, não havendo previsão de intimação prévia do terceiro interessado; além disso, ela apresentou contrarrazões tempestivamente, não demonstrando efetivo prejuízo, e a matéria estava prequestionada sendo questão de direito, de...
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- Parties
- Embargante; Interessado No Agravo De Instrumento: ITAU UNIBANCO S/A; Recorrente (recurso Especial); Impugnante: MATTEL DO BRASIL LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 May 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão Monocrática Sobre Embargos De Declaração (rejeitados)
- Outcome
- Rejeitam-se os embargos de declaração
- Legal Topics
- Nulidade Processual, Intimação Do Interessado, Contraditório, Prequestionamento, Súmula 07 Do STJ, Agravo De Instrumento, Recurso Especial
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Parties
ITAU UNIBANCO S/A
Embargante; Interessado No Agravo De Instrumento
MATTEL DO BRASIL LTDA
Recorrente (recurso Especial); Impugnante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão Monocrática Sobre Embargos De Declaração (rejeitados)
Legal Issues
- 1 Se houve omissão por não ter sido apreciada a tese de nulidade por ausência de intimação do interessado para apresentar contrarrazões no agravo de instrumento
- 2 Se as matérias constantes das contrarrazões estavam prequestionadas
- 3 Se incide o óbice da Súmula 07 do STJ
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos porque a embargante era apenas interessada no agravo de instrumento, não havendo previsão de intimação prévia do terceiro interessado; além disso, ela apresentou contrarrazões tempestivamente, não demonstrando efetivo prejuízo, e a matéria estava prequestionada sendo questão de direito, de modo que a Súmula 07 do STJ não se aplica neste caso.
Court Disposition
Rejeitam-se os embargos de declaração
Orders
- Rejeitam-se os embargos de declaração.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de embargos de declaração opostos por ITAU UNIBANCO S/A, em face da decisão singular de fls. 1759/1761 (e-STJ), de lavra deste signatário, que, amparada em precedentes do Superior Tribunal de Justiça, deu provimento ao recurso especial interposto por MATTEL DO BRASIL LTDA. Em suas razões (fls. 1763/1770, e-STJ), a casa bancária, ora embargante, alega omissão porquanto não foi apreciada a sua tese quanto à eventual nulidade da decisã o que admitiu o presente recurso especial ante a ausência de sua intimação, na qualidade de interessada, para apresentar contrarrazões. E, também, alega que as matérias elencadas na sua peça de contrarrazões - tempestivamente apresentada - relativas à ausência de prequestionamento e à incidência, na hipótese, da Súmula 07 do STJ, igualmente não restaram apreciadas. Requer, assim, a anulação da decisão monocrática ora embargada. Impugnação apresentada pela MATTEL DO BRASIL LTDA (fls. 1802/1814, e-STJ). É o relatório. Decido. Os aclaratórios não merecem acolhida. 1. Primeiramente, quanto à nulidade suscitada, deve ser registrado que a casa bancária não figurou na qualidade de parte recursal nos autos do agravo de instrumento interposto na origem, assistindo-lhe apenas a qualidade de interessada. Este fato processual está registrado na identificação do acórdão estadual de fls. 957/967 (e-STJ). Deste modo, como já decidiu o Superior Tribunal de Justiça, "não há como reconhecer qualquer afronta aos arts. 9º e 10 do CPC, pois referidas normas tratam do direito da parte no processo, inexistindo qualquer previsão legal de intimação prévia do terceiro interessado para apresentar contrarrazões no agravo de instrumento" (AgInt no REsp n. 1.801.654/SC, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 28/11/2022, DJe de 30/11/2022.). 2. Segundo, como a própria embargante defende, ainda que não tenha sido intimada para apresentar a peça de contrarrazões, ela o fez no tempo e momento oportuno, razão pela qual não há que se cogitar em violação ao princípio do contraditório, pois, igualmente, nos termos da jurisprudência desta Corte Superior, "o reconhecimento da nulidade processual exige demonstração de efetivo prejuízo suportado pela parte interessada, em respeito ao princípio da instrumentalidade das formas (pas de nullité sans grief)" (AgInt no AREsp n. 2.317.975/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 8/4/2024, DJe de 11/4/2024.) 3. Por fim, a matéria encontra-se prequestionada e, por se tratar de uma questão de direito e não fática, não incide, na hipótese, o óbice da Súmula 07 do STJ. 4. Ante o exposto, rejeita-se os embargos de declaração. Publique-se. Intimem-se. EMENTA