RHC 196453 - DECISAO
Não conhecer do recurso ordinário em habeas corpus porque temas de mérito já foram examinados no AREsp n. 1.511.715/SP (transitado em julgado), caracterizando preclusão consumativa e natureza revisiona cuja competência para exame pertence à Terceira Seção; ainda, precedentes vedam a extensão dos efeitos com...
Source-derived case information.
- Parties
- Recorrente: LUIZ PATRIARCA JÚNIOR; Órgão Prolator Do Acórdão: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2024
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Legal Topics
- Nulidade Processual, Ampla Defesa, Preclusão Consumativa, Competência, Extensão Dos Efeitos De Decisão (art. 580 Cpp)
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
LUIZ PATRIARCA JÚNIOR
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Prolator Do Acórdão
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 pedido de nulidade do processo por suposta violação do art. 384 do CPP e do art. 564, I, do CPP
- 2 ofensa à garantia da ampla defesa (art. 5º, LV, CR)
- 3 preclusão consumativa em razão de julgamento anterior no AREsp n. 1.511.715/SP
Ratio Decidendi
Não conhecer do recurso ordinário em habeas corpus porque temas de mérito já foram examinados no AREsp n. 1.511.715/SP (transitado em julgado), caracterizando preclusão consumativa e natureza revisiona cuja competência para exame pertence à Terceira Seção; ainda, precedentes vedam a extensão dos efeitos com fundamento no art. 580 do CPP; decisão fundamentada no art. 34, inciso XVIII, a, do RISTJ.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por LUIZ PATRIARCA JÚNIOR em face de acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Pretende o recorrente, em síntese, "seja provido o presente Recurso Ordinário Constitucional, para que seja concedida a ordem de Habeas Corpus com o fim de declarar a nulidade do processo desde o aditamento da denúncia, com o desentranhamento de tudo o que foi posteriormente decidido, por incorrer na nulidade do art. 564, I , do CPP , por violação ao rito do art. 384 do CPP e consequente negativa de vigência à garantia constitucional da ampla defesa (art. 5 º, LV, CR)". O Ministério Púbico Federal opinou pelo desprovimento do recurso (e-STJ, fls. 241-246). É o relatório. Decido. O recurso não pode ser conhecido. Com efeito, no âmbito do AREsp n. 1.511.715/SP, de minha relatoria, transitado em julgado em 19/3/2024, temas de mérito da ação penal foram examinados, de modo que o pleito ora vertido, ali não examinado, não obstante reúna condições para o reconhecimento da preclusão consumativa, possui nítidas características revisionais, cuja competência para exame seria desta Corte Superior de Justiça, mas por meio da Terceira Seção. Cito precedente: AGRAVO REGIMENTAL NO PEDIDO DE EXTENSÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO. INDEFERIMENTO. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I - O agravo regimental deve trazer novos argumentos capazes de alterar o entendimento firmado anteriormente, sob pena de ser mantida a r. decisão vergastada por seus próprios e jurídicos fundamentos. II - O art. 580 do Código de Processo Penal fundamenta-se no tratamento jurídico isonômico para os corréus que apresentarem idêntica situação jurídica à de réu beneficiado. III - Segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, exarado no RE n. 1.313.494-Extn, relator em. Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, julgado em 16/5/2022, são duas as hipóteses de ordem objetiva que não legitimam a invocação do art. 580 do Código de Processo Penal: "i) quando o agente que postular a extensão não participar da mesma relação jurídica processual daquele que foi beneficiado por decisão judicial da Corte, o que, sem dúvidas, evidencia a ilegitimidade do requerente; e ii) quando se invoca extensão de decisão para outros processos que não foram objeto de análise pela Corte, o que, em tese, indica engenhosa fórmula de transcendência dos motivos determinantes com o propósito de promover análise per saltum do título processual diretamente para as Cortes Superiores, expondo a risco o sistema de competências constitucionalmente estabelecido". IV - No caso em análise, considerando que a questão relacionada à competência para processar e julgar o feito não foi discutida nos EREsp n. 1.840.416/PR, autos originários em que o agravante figura como recorrente, a antecipação de decisão, nestes autos, relativa à competência para julgamento do caso do agravante, ensejaria inaceitável usurpação da competência da Terceira Seção deste Superior Tribunal de Justiça, de forma que não é possível o acolhimento do pleito de extensão. V - Com efeito, essa constitui uma das hipóteses indicadas no julgamento da Primeira Turma do Pretório Excelso no RE n. 1.313.494-Extn acima mencionado, em que se prevê expressamente a não legitimação da aplicação do art. 580 do Código de Processo Penal. Agravo regimental desprovido. (AgRg no PExt no REsp n. 1.875.853/PR, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 26/9/2023, DJe de 4/10/2023, grifo nosso.) Ante o exposto, com fulcro no art. 34, inciso XVIII, a, do RISTJ, não conheço do recurso ordinário em habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA