RHC 222912 - DECISAO
Não conhecer do habeas corpus porque existe ação própria (revisão criminal, nos termos dos arts. 621 e ss. do CPP) diante do trânsito em julgado, não tendo sido demonstrada flagrante ilegalidade que autorizasse a atuação de ofício via habeas corpus; as nulidades suscitadas demandam dilação probatória e, portanto,...
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- Parties
- Paciente: IGO GABRIEL ALVES MENESES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 September 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do recurso ordinário.
- Legal Topics
- Nulidade Processual, Intimação Pessoal, Gravação Audiovisual Da Audiência, Trânsito Em Julgado, Supressão De Instância
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
IGO GABRIEL ALVES MENESES
Paciente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 existência de ação própria (revisão criminal) para debate da matéria após trânsito em julgado
- 2 admissibilidade do habeas corpus como sucedâneo recursal ou substitutivo da revisão criminal
- 3 nulidade por ausência de intimação pessoal sobre a sentença condenatória
Ratio Decidendi
Não conhecer do habeas corpus porque existe ação própria (revisão criminal, nos termos dos arts. 621 e ss. do CPP) diante do trânsito em julgado, não tendo sido demonstrada flagrante ilegalidade que autorizasse a atuação de ofício via habeas corpus; as nulidades suscitadas demandam dilação probatória e, portanto, devem ser apreciadas em revisão criminal, hipótese em que se evita supressão de instância.
Court Disposition
Não conheço do recurso ordinário.
Orders
- Não conheço do recurso ordinário.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO IGO GABRIEL ALVES MENESES alega sofrer coação ilegal em decorrência de decisão de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão que deixou de conhecer do HC n. 0821948-38.2025.8.10.0000. Em suas razões, a defesa alega nulidade por ausência de intimação pessoal do réu a respeito da sentença condenatória e nulidade por ausência de gravação audiovisual da audiência de instrução e julgamento. Requer, liminarmente e no mérito, a anulação do processo desde a intimação da sentença condenatória. Decido. Extrai-se da decisão combatida o seguinte (fls. 88-90, destaquei): O presente Habeas Corpus não merece ser conhecido, eis que existente ação própria para o debate da matéria, qual seja, a revisão criminal, nos termos do art. 621 e seguintes do CPP, tendo-se em vista o trânsito em julgado da sentença (ID 145836335). Esse também é o entendimento já pacificado pelo Superior Tribunal de Justiça: "É inadmissível habeas corpus em substituição ao recurso próprio, também à revisão criminal, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo se verificada flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado apta a ensejar a concessão da ordem de ofício" (STJ - HC: 945866, Relator.: Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, Data de Publicação: Data da Publicação DJEN 30/01/2025). .. Desse modo, inexistindo flagrante ilegalidade ou situação excepcional apta a autorizar a atuação deste Tribunal pela via estreita do habeas corpus, impõe-se reconhecer que a impetração, no presente contexto, não se presta como sucedâneo recursal de apelação, tampouco como substitutivo da ação de revisão criminal, prevista nos arts. 621 e seguintes do Código de Processo Penal, especialmente quando já operado o trânsito em julgado da condenação. Como se observa pelos fundamentos do acórdão impugnado ora reproduzidos, a questão da nulidade processual (teses de ausência de intimação pessoal do réu a respeito da sentença condenatória e de ausência de gravação, por meio audiovisual, da audiência de instrução e julgamento), não foi analisada pelo Tribunal de origem, porque o tema demanda dilação probatória e deveria ser objeto de revisão criminal. Embora fosse possível a análise, em habeas corpus, da matéria lá aventada e aqui reiterada, mostram-se corretas as ponderações feitas pela Corte de origem de que a apreciação dessa questão implica considerações que, em razão da sua amplitude, merecem ser mais bem examinadas em revisão criminal. Portanto, uma vez que a matéria aventada neste recurso ordinário - nulidade processual (teses de ausência de intimação pessoal do réu a respeito da sentença condenatória e de ausência de gravação, por meio audiovisual, da audiência de instrução e julgamento) - ainda não foi analisada pelo Tribunal de origem, fica impossibilitada a sua apreciação diretamente por esta Corte Superior de Justiça, sob pena de, assim o fazendo, incidir na indevida supressão de instância. À vista do exposto, não conheço do recurso ordinário. Publique-se e intimem-se. EMENTA