HC 975101 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido por constituir mera reiteração de pedido já formulado e decidido no AREsp n. 2.895.628/SE, havendo identidade de partes e da causa de pedir e impugnação ao mesmo acórdão (Revisão Criminal n. 202400162274), o que configura óbice ao conhecimento; a decisão monocrática do relator está...
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- Parties
- Paciente: JAMISSON DOS SANTOS; Impetrado: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 May 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Não Conhecimento Por Reiteração De Pedido
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Nulidades De Buscas Pessoal E Domiciliar, Reiteração De Impetração, Princípio Da Colegialidade, Tráfico De Drogas, Aplicação Do Art. 33, § 4º, Da Lei N. 11.343/2006, Regime Inicial Fechado
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Parties
JAMISSON DOS SANTOS
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE
Impetrado
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Não Conhecimento Por Reiteração De Pedido
Legal Issues
- 1 reiteração de pedido anterior como óbice ao conhecimento
- 2 nulidades das buscas pessoal e domiciliar
- 3 princípio da colegialidade e competência para decisão monocrática
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por constituir mera reiteração de pedido já formulado e decidido no AREsp n. 2.895.628/SE, havendo identidade de partes e da causa de pedir e impugnação ao mesmo acórdão (Revisão Criminal n. 202400162274), o que configura óbice ao conhecimento; a decisão monocrática do relator está amparada pelo art.210 do Regimento Interno do STJ e pela jurisprudência que veda a reiteração.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Habeas corpus não conhecido
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso próprio, com pedido liminar, impetrado em favor de JAMISSON DOS SANTOS, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE. Neste writ, a defesa alega, em suma, nulidades decorrentes das buscas pessoal e domiciliar contra ele perpetrada. Requer a concessão da ordem, inclusive liminarmente, para que reconhecidas as nulidades apontadas, absolva-se o paciente. Liminar indeferida (e-STJ, fl. 462). Informações prestadas (e-STJ, fls. 468-523). O Ministério Público Federal opinou pela concessão da ordem, de ofício (e-STJ, fls. 525-534). É o relatório. Decido. Da análise dos autos, nota-se que o presente habeas corpus, distribuído em 17/1/2025, constitui mera reiteração do pedido formulado no AREsp n. 2.895.628/SE, de minha relatoria, indeferido em 30/4/2025, isso porque há identidade de partes e da causa de pedir, impugnando os dois feitos o mesmo acórdão (Revisão Criminal n. 202400162274), o que constitui óbice ao seu conhecimento. Nesse sentido: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. REITERAÇÃO DE PEDIDO. 1. Não constitui ofensa ao princípio da colegialidade a análise monocrática do pedido pelo relator, notadamente pela possibilidade de submissão da controvérsia ao colegiado, por meio da interposição de agravo regimental. 2. Não se admite a reiteração de pedido formulado em anterior impetração. 3. Agravo regimental desprovido. (RCD no HC n. 974.883/MS, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 12/3/2025, DJEN de 18/3/2025.) AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR DO PEDIDO. PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. NÃO VIOLAÇÃO. MERA REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. AUSÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS NOVAS A JUSTIFICAR NOVA ANÁLISE. TRÁFICO DE DROGAS. INAPLICABILIDADE DA MINORANTE PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/2006. ELEVADA QUANTIDADE DE DROGAS E MODUS OPERANDI QUE EVIDENCIAM DEDICAÇÃO À ATIVIDADE CRIMINOSA. REGIME INICIAL FECHADO. POSSIBILIDADE. DECISÃO MONOCRÁTICA FUNDAMENTADA. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A prerrogativa do relator de decidir monocraticamente, em casos como o presente, não afronta o princípio da colegialidade, estando assegurada a apreciação da matéria pelo colegiado mediante a interposição de recurso adequado. 2. A decisão monocrática que indeferiu liminarmente o habeas corpus observou o disposto no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, considerando tratar-se de mera reiteração de pedido já analisado e decidido no HC n. 774.443/MS. 3. As razões contidas na julgado prévio revelam-se suficientes. A elevada quantidade de drogas apreendidas (345 kg de "maconha" e 6,9 kg de "cocaína") e as circunstâncias da prática delitiva evidenciam a dedicação dos agentes às atividades criminosas, inviabilizando a aplicação do redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas. 4. A fixação do regime inicial fechado encontra respaldo na gravidade concreta do delito, nos termos do art. 33, § 2º, "b", do Código Penal, e do art. 42 da Lei n. 11.343/2006. 5. Agravo regimental não provido. (AgRg no HC n. 958.774/MS, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 5/3/2025, DJEN de 10/3/2025.) Ante o exposto, não conheço do habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA