REsp 2118587 - DECISAO

REsp 2118587 - DECISAO

O STJ concluiu que não houve ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC nem julgamento ultra petita, porquanto o Tribunal de origem decidiu dentro dos limites da demanda extraindo pedidos implícitos pela interpretação lógico-sistemática da petição inicial; comprovada, pelos relatórios da ANATEL, a falha na prestação do serviço em meses específicos e verificada a obrigatoriedade legal do prestador de serviço essencial de corrigir a deficiência, impõe-se a obrigação de fazer; assim, conheceu-se parcialmente do recurso e, nessa extensão, negou-se provimento ao Recurso Especial, por não merecer reforma o acórdão recorrido.

Parties
Ré/recorrente: TIM; Autor/recorrido: Ministério Público
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
19 June 2024
Procedural Posture
Recurso Especial (art. 105, Iii, "a", Cf) / Conhecimento Parcial E Negativa De Provimento Do Recurso Especial (decisão De Mérito)
Outcome
Recurso Especial conhecido parcialmente e, nessa extensão, negado provimento.
Legal Topics
Obrigação De Fazer, Princípio Da Congruência/adstrição, Julgamento Ultra Petita, Remessa Necessária, Responsabilidade Por Falha Na Prestação Do Serviço De Telecomunicações, Competência Do Judiciário Vs Agência Reguladora (anatel)

Case Brief

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Parties

TIM

Ré/recorrente

Ministério Público

Autor/recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial (art. 105, Iii, "a", Cf) / Conhecimento Parcial E Negativa De Provimento Do Recurso Especial (decisão De Mérito)

  1. 1 Alegada violação dos arts. 141, 489, 492 e 1.022 do CPC (nulidade por afronta à congruência e falta de enfrentamento de pontos relevantes)
  2. 2 Possibilidade de o Judiciário impor obrigação de fazer relativa à adequação do serviço de telefonia móvel diante de falha comprovada
  3. 3 Incidência da Súmula 7/STJ quanto à vedação de reexame de provas

Ratio Decidendi

O STJ concluiu que não houve ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC nem julgamento ultra petita, porquanto o Tribunal de origem decidiu dentro dos limites da demanda extraindo pedidos implícitos pela interpretação lógico-sistemática da petição inicial; comprovada, pelos relatórios da ANATEL, a falha na prestação do serviço em meses específicos e verificada a obrigatoriedade legal do prestador de serviço essencial de corrigir a deficiência, impõe-se a obrigação de fazer; assim, conheceu-se parcialmente do recurso e, nessa extensão, negou-se provimento ao Recurso Especial, por não merecer reforma o acórdão recorrido.

Court Disposition

Recurso Especial conhecido parcialmente e, nessa extensão, negado provimento.

Orders

  • Conheço parcialmente do Recurso Especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
  • Publique-se.