RHC 148004 - ACORDAO
O indeferimento fundamentado das oitivas foi legítimo porque o juiz, destinatário da prova, pode rejeitar provas consideradas irrelevantes ou protelatórias nos termos do art. 400, §1º do CPP; as testemunhas do DNIT não se mostraram úteis ao esclarecimento dos fatos por sua participação meramente incidental e por não haver demonstração de que poderiam infirmar as conclusões imputadas aos recorrentes; a oitiva do perito administrativo não era necessária porque as conclusões do laudo podem ser debatidas na perícia judicial já deferida; não havendo demonstração de prejuízo concreto não se reconhece nulidade (princípio pas de nullité sans grief); e a questão sobre a oitiva de corréus afastados...
- Parties
- Recorrente/paciente: FRANCISCO JOSÉ DE MOURA FILHO; Recorrente/paciente: EDSON APARECIDO VENTURELI; Empresa Acusada: CMT Engenharia Ltda.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 August 2021
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento Colegiado (quinta Turma Do Stj)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido; negado provimento ao agravo regimental
- Legal Topics
- Oitiva De Testemunhas, Prova Pericial, Nulidade Processual, Supressão De Instância, Cerceamento De Defesa, Princípio Pas De Nullité Sans Grief
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
FRANCISCO JOSÉ DE MOURA FILHO
Recorrente/paciente
EDSON APARECIDO VENTURELI
Recorrente/paciente
CMT Engenharia Ltda.
Empresa Acusada
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento Colegiado (quinta Turma Do Stj)
Legal Issues
- 1 Indeferimento de oitiva de testemunhas e de perito
- 2 Necessidade de demonstração da utilidade da prova
- 3 Aplicação do art. 400, § 1º do CPP para indeferimento de provas
Ratio Decidendi
O indeferimento fundamentado das oitivas foi legítimo porque o juiz, destinatário da prova, pode rejeitar provas consideradas irrelevantes ou protelatórias nos termos do art. 400, §1º do CPP; as testemunhas do DNIT não se mostraram úteis ao esclarecimento dos fatos por sua participação meramente incidental e por não haver demonstração de que poderiam infirmar as conclusões imputadas aos recorrentes; a oitiva do perito administrativo não era necessária porque as conclusões do laudo podem ser debatidas na perícia judicial já deferida; não havendo demonstração de prejuízo concreto não se reconhece nulidade (princípio pas de nullité sans grief); e a questão sobre a oitiva de corréus afastados...
Court Disposition
Agravo regimental desprovido; negado provimento ao agravo regimental
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
Full Case Text
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