AREsp 2395271 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque o Tribunal de origem motivou de forma clara e suficiente os pontos essenciais, não havendo omissão nos termos do art. 1.022, II, do CPC; constatou-se que os agravantes foram condenados apenas ao pagamento de indenização por danos morais (R$ 88.000,00 para cada autora), não havendo verbas passíveis de sub-rogação pela seguradora, e que o acordo firmado após o trânsito em julgado incluiu verbas não previstas no título executivo, demonstrando falta de boa-fé, além de não ser viável alterar a divisão das coberturas contratadas na fase de cumprimento de sentença sem impugnação oportuna ou ação rescisória.
- Parties
- Agravante: MARLEIDE ALICE GUADGNIN; Agravante: DELCIO JOSE GUADGNIN; Autora: ELISA RAMOS DE MORAIS; Autora: CLARISSA RAMOS DE MORAIS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Virtual Decisão Colegiada (sessão Virtual De 13/08/2024 a 19/08/2024)
- Outcome
- Agravo interno improvido; negar provimento ao recurso
- Legal Topics
- Omissão (art. 1.022, II, Cpc), Boa Fé Do Segurado, Cobertura De Apólice De Seguro, Cumprimento De Sentença, Indenização Por Danos Morais, Coisa Julgada
Case Brief
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Parties
MARLEIDE ALICE GUADGNIN
Agravante
DELCIO JOSE GUADGNIN
Agravante
ELISA RAMOS DE MORAIS
Autora
CLARISSA RAMOS DE MORAIS
Autora
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Virtual Decisão Colegiada (sessão Virtual De 13/08/2024 a 19/08/2024)
Legal Issues
- 1 Violação do art. 1.022, II do CPC (alegada omissão)
- 2 Reconhecimento ou não da boa-fé dos segurados na celebração de acordo sem anuência da seguradora
- 3 Responsabilidade da seguradora diante da existência ou inexistência de cobertura contratual
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque o Tribunal de origem motivou de forma clara e suficiente os pontos essenciais, não havendo omissão nos termos do art. 1.022, II, do CPC; constatou-se que os agravantes foram condenados apenas ao pagamento de indenização por danos morais (R$ 88.000,00 para cada autora), não havendo verbas passíveis de sub-rogação pela seguradora, e que o acordo firmado após o trânsito em julgado incluiu verbas não previstas no título executivo, demonstrando falta de boa-fé, além de não ser viável alterar a divisão das coberturas contratadas na fase de cumprimento de sentença sem impugnação oportuna ou ação rescisória.
Court Disposition
Agravo interno improvido; negar provimento ao recurso
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