REsp 1586446 - DECISAO
Reconhecida a omissão relevante no acórdão recorrido, não sanada pelos embargos de declaração, deu-se provimento aos recursos especiais do MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL e da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL com fundamento no art. 932, V, do CPC e no RISTJ, determinando-se o retorno dos autos ao tribunal a quo para que supram as...
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- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Recorrente: COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU; Recorrente: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 November 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Monocrática Provimento Parcial E Devolução Ao Tribunal a Quo
- Outcome
- Dou provimento aos Recursos Especiais do MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL e da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL para determinar o retorno dos autos ao tribunal a quo, a fim de que sejam supridas as omissões, nos termos expostos.
- Legal Topics
- Omissão No Acórdão, Embargos De Declaração, Súmula, Responsabilidade Civil, Suspensão Do Pagamento Das Prestações, Direito De Regresso
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Recorrente
COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU
Recorrente
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Monocrática Provimento Parcial E Devolução Ao Tribunal a Quo
Legal Issues
- 1 omissão no acórdão recorrido quanto à suspensão do pagamento das prestações
- 2 incidência de juros e multa sobre prestações vencidas durante o período de suspensão
- 3 pedido de garantia de rescisão dos contratos de financiamento e recuperação de valores dispendidos
Ratio Decidendi
Reconhecida a omissão relevante no acórdão recorrido, não sanada pelos embargos de declaração, deu-se provimento aos recursos especiais do MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL e da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL com fundamento no art. 932, V, do CPC e no RISTJ, determinando-se o retorno dos autos ao tribunal a quo para que supram as omissões apontadas.
Court Disposition
Dou provimento aos Recursos Especiais do MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL e da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL para determinar o retorno dos autos ao tribunal a quo, a fim de que sejam supridas as omissões, nos termos expostos.
Orders
- D O U P R O V I M E N T O aos Recursos Especiais do MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL e da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL para determinar o retorno dos autos ao tribunal a quo, a fim de que sejam supridas as omissões, nos termos expostos.
- Prejudicada a análise dos demais pontos suscitados pelos Recorrentes, bem como o exame integral do Recurso Especial interposto pela COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU.
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1 paragraphs
DECISÃO Vistos. Trata-se de Recursos Especiais interpostos pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pela COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU, e pela CAIXA ECONÔMICA FEDERAL contra acórdão prolatado, por unanimidade, pela 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região no julgamento de Apelações, assim ementado (fl. 2.548e): PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. CONSUMIDOR. VILA TECNOLÓGICA. PROTECH. CONSTRUÇÃO DE MORADIAS COM NOVAS TECNOLOGIAS. SURGIMENTO DE DEFEITOS DE CONSTRUÇÃO. RESPONSABILIDADE DA COHAB-BU E DA CEF. INEXISTÊNCIA DE RESPONSABILIDADE DO MUNICÍPIO DE BAURU E DA UNIÃO. PRESCRIÇÃO. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. APLICABILIDADE. PROVA PERICIAL. VINCULAÇÃO. INEXISTÊNCIA. DANOS MATERIAIS. REGISTRO NOCARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS. HABITE-SE. HONORÁRIOS PERICIAIS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados (fls. 2.705/2.746e). Com amparo no art. 105, III, a, da Constituição da República, o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL aponta ofensa aos art. 535, I e II, do Código de Processo Civil de 1973, por omissão e contradição no acórdão recorrido, bem como aos arts. 3º, 267, VI, 269, I, 273, I, II e § 4º, 459, 513 e 520, caput, VII, do estatuto processual, 186, 476, 884, 931, 937, 942, 944, 946 e 947 do Código Civil, e 6º, I, III, IV, VI e VII, do Código de Defesa do Consumidor, em razão do indevido conhecimento parcial do recurso, da abrangência da determinação de expansão da decisão de suspensão do pagamento das prestações, da legitimidade passiva e responsabilidade subsidiária da União, e da reparação a título de danos materiais sofridos pelos mutuários. Por sua vez, a COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU, com fulcro na alínea c do permissivo constitucional, sustenta dissídio jurisprudencial acerca de sua responsabilidade por vícios nas construções, na qualidade de agente financeiro. A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, a seu turno, com amparo nas alíneas a e c do art. 105, III, da Constituição da República, aduz, além de divergência pretoriana, violação ao art. 535 do Código de Processo Civil de 1973, por omissões e contradições no acórdão, e aos arts. 3º, 33, caput, 131, 267, VI, 436, 523, 461, § 5º, do mesmo estatuto processual, arts. 1º e 5º da Lei Complementar n. 75/1993, 1º, IV, da Lei n. 7.347/1985, 206, § 3º, V, 265, 389, 618, parágrafo único, e 944 do Código Civil, 23 da Lei n. 8.906/1994, e 1º, 3º e 12 do Código de Defesa do Consumidor. Com contrarrazões (fls. 3.041/3.064e; fls. 3.065/3.113e; fls. 3.153/3.163e; fls. 3.164/3.171e; fls. 3.172/3.188e; fls. 3.190/3.201e; fls. 3.202/3.213e), os recursos foram admitidos (fls. 3.270/3.272e; fls. 3.273/3.275e; fls. 3.276/3.278e). O Ministério Público Federal manifestou-se, na qualidade de custos iuris, às fls. 3.323/3.336e. Feito breve relato, decido. Nos termos do art. 932, V, do Código de Processo Civil, combinado com os arts. 34, XVIII, c, e 255, III, do Regimento Interno desta Corte, o Relator está autorizado, mediante decisão monocrática, a dar provimento a recurso se o acórdão recorrido for contrário à tese fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral (arts. 1.036 a 1.041), a entendimento firmado em incidente de assunção de competência (art. 947), à súmula do Supremo Tribunal Federal ou desta Corte ou, ainda, à jurisprudência dominante acerca do tema, consoante Enunciado da Súmula n. 568/STJ: O Relator, monocraticamente e no Superior Tribunal de Justiça, poderá dar ou negar provimento ao recurso quando houver entendimento dominante acerca do tema. De pronto, observo que o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL sustenta omissões no acórdão recorrido, não sanadas no julgamento dos embargos de declaração, em relação à suspensão do pagamento das prestações devidas pelos mutuários, quanto à apontada não incidência de juros e multa sobre as prestações vencidas durante o período de suspensão da cobrança, e, ainda, acerca do pedido de garantia de rescisão dos contratos de financiamento, com a recuperação dos valores despendidos (fl. 3.124e). A seu turno, a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL apontou vício integrativo, igualmente por omissão, no que concerne à extensão subjetiva da condenação ao ressarcimento dos danos materiais e respectivos consectários, bem como ao direito de regresso, alegadamente oponível à COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU, notadamente sua extensão (fl. 2.898e). Assiste razão, no ponto, aos Recorrentes. Com efeito, a omissão, definida expressamente pela lei, ocorre na hipótese de a decisão deixar de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento. O Código de Processo Civil considera, ainda, omissa, a decisão que incorra em qualquer uma das condutas descritas em seu art. 489, § 1º, no sentido de não se considerar fundamentada a decisão que: i) se limita à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua relação com a causa ou a questão decidida; ii) emprega conceitos jurídicos indeterminados; iii) invoca motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão; iv) não enfrenta todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador; v) invoca precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes, nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos; e, vi) deixa de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento. Sobreleva notar que o inciso IV do art. 489 do estatuto processual impõe a necessidade de enfrentamento, pelo julgador, dos argumentos que possuam aptidão, em tese, para infirmar a fundamentação do julgado embargado. Esposando tal entendimento, o precedente da Primeira Seção desta Corte: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. ACÓRDÃO EMBARGADO QUE NÃO EXAMINOU O MÉRITO DA CONTROVÉRSIA EM VIRTUDE DA INCIDÊNCIA À ESPÉCIE DA SÚMULA N. 7 DESTA CORTE. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA CONFIRMADA NO JULGAMENTO DO AGRAVO INTERNO. SÚMULA N. 315/STJ. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ALEGAÇÕES DE VÍCIOS NO ACÓRDÃO EMBARGADO. VÍCIOS INEXISTENTES. I - Os embargos não merecem acolhimento. Se o recurso é inapto ao conhecimento, a falta de exame da matéria de fundo impossibilita a própria existência de omissão quanto a esta matéria. Nesse sentido: EDcl nos EDcl no AgInt no RE nos EDcl no AgInt no REsp 1.337.262/RJ, relator Ministro Humberto Martins, Corte Especial, julgado em 21/3/2018, DJe 5/4/2018; EDcl no AgRg no AREsp 174.304/PR, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 10/4/2018, DJe 23/4/2018; EDcl no AgInt no REsp 1.487.963/RS, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 24/10/2017, DJe 7/11/2017. II - Segundo o art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, os embargos de declaração são cabíveis para esclarecer obscuridade; eliminar contradição; suprir omissão de ponto ou questão sobre as quais o juiz devia pronunciar-se de ofício ou a requerimento; e/ou corrigir erro material. III - Conforme entendimento pacífico desta Corte: "O julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão. A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 veio confirmar a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida." (EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (desembargadora Convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016). IV - O acórdão é claro e sem obscuridades quanto aos vícios indicados pela parte embargante, conforme se confere dos seguintes trechos: Mediante análise dos autos, verifica-se que o acórdão embargado concluiu pela impossibilidade de se analisar o mérito do recurso especial em razão da incidência, no ponto, da Súmula n. 7/STJ. Tal situação impede, por si só, o conhecimento desta via de impugnação, pois não se admite a interposição de embargos de divergência na hipótese de não ter sido analisado o mérito do recurso especial, a teor da Súmula n. 315 desta Corte Superior: "Não cabem embargos de divergência no âmbito do agravo de instrumento que não admite recurso especial." V - Nesse mesmo sentido trago à colação julgado desta Corte Especial: AgInt nos EREsp n. 1.960.526/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Corte Especial, julgado em 7/3/2023, DJe de 13/3/2023. VI - A contradição que vicia o julgado de nulidade é a interna, em que se constata uma inadequação lógica entre a fundamentação posta e a conclusão adotada, o que, a toda evidência, não retrata a hipótese dos autos. Nesse sentido: E Dcl no AgInt no RMS 51.806/ES, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 16/5/2017, DJe 22/5/2017; EDcl no REsp 1.532.943/MT, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 18/5/2017, DJe 2/6/2017. VII - Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no AgInt nos EAREsp n. 1.991.078/SP, Relator Ministro FRANCISCO FALCÃO, CORTE ESPECIAL, j. 09.05.2023, DJe de 12.05.2023). Nesse contexto, as apontadas omissões foram suscitadas nos Embargos de Declaração opostos e, a despeito disso, o tribunal permaneceu silente, limitando-se a reproduzir o acórdão prolatado (fls. 2.705/2.746e), quando deveria ter se pronunciado especificamente a respeito das sobreditas questões, nos termos em que apontadas pelos ora Recorrentes. Observo tratar-se de insurgências relevantes, oportunamente suscitadas e que, se acolhidas, poderiam levar o julgamento a resultado diverso do proclamado. Ademais, a não apreciação das teses, à luz dos dispositivos constitucional e infraconstitucional indicados a tempo e modo, impede o acesso à instância extraordinária. Caracterizadas, portanto, as omissões, como o demonstram os seguintes arestos: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. RECONHECIMENTO DE OMISSÃO NO JULGADO EMBARGADO. 1. De acordo com a norma prevista no art. 1.022 do CPC/2015, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de obscuridade, contradição, omissão ou erro material na decisão embargada. 2. No caso, omisso o julgado embargado que não se atentou para a existência de repercussão geral sobre a matéria de fundo trazida nos autos, relativa ao alcance do art. 155, § 2º, III, da CF, que prevê a aplicação do princípio da seletividade ao ICMS, Tema 745, RE 714.139/SC. 3. Existência de decisão nos autos, proferida pela Vice-Presidência do Tribunal a quo, sobrestando o RE de fls. 444/477, pelo mesmo tema afetado à repercussão geral. 4. Em recursos versando sobre temas afetados à repercussão geral, o STF tem determinado o retorno dos processos para os Tribunais de origem, para aguardar o julgamento do recurso extraordinário representativo da controvérsia. Precedentes. 5. Embargos de declaração acolhidos para tornar sem efeitos os julgados de fls. 729/730 e 763/768, e determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa. (EDcl no AgInt no AREsp 1.614.823/CE, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 23/02/2021, DJe 26/02/2021). PROCESSO CIVIL. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 85, §§ 2º E 3º, DO CPC/2015. PROVEITO ECONÔMICO OBTIDO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO RELEVANTE CONSTATADA E NÃO SUPRIDA. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC/2015. OCORRÊNCIA. RETORNO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. I - Trata-se de recurso especial interposto contra o acórdão que reformou a sentença proferida nos autos, julgando procedente a pretensão deduzida na petição inicial da ação anulatória de débito fiscal ajuizada, bem como condenando a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios fixados nos percentuais mínimos previstos no art. 85, § 3º, I a V, do CPC/2015, sobre o valor do proveito econômico obtido, assim considerado o valor monetariamente atualizado do débito anulado. II - A parte recorrente apresentou questão fática e jurídica relevante ao deslinde da controvérsia, relativa ao fato de que o proveito econômico obtido na demanda, sobre o qual foram arbitrados os honorários advocatícios, compreende não apenas valor principal do débito anulado, monetariamente corrigido, mas também as multas e juros moratórios que seriam cobrados caso a anulação não ocorresse, contudo a referida questão não foi objeto de pronunciamento por parte do Tribunal de origem. III - Não obstante a oportuna provocação, realizada por meio da oposição de embargos declaratórios, o acórdão recorrido permaneceu omisso, logo carente de adequada fundamentação, posto que o Tribunal de origem seguiu não se manifestando sobre a questão relevante ao deslinde da controvérsia suscitada pela parte. IV - Conforme a pacífica jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, uma vez constatada relevante omissão no acórdão impugnado, irregularidade oportunamente suscitada, mas que não foi sanada no julgamento dos embargos de declaração contra ele opostos, fica caracterizada a violação do art. 1.022 do CPC/2015. Por sua vez, reconhecida a mencionada ofensa (ao art. 1.022 do CPC/2015), impõe-se a anulação da decisão proferida pelo Tribunal de origem no julgamento dos embargos declaratórios, com a devolução do feito ao Órgão Prolator, para que a apreciação dos referidos embargos de declaração seja renovada. Precedentes: REsp n. 1.828.306/MG, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 7/11/2019, DJe 19/11/2019; e EDcl no AgInt no AREsp n. 1.322.338/ES, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 20/4/2020, DJe 24/4/2020. V - Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, provido para anular o acórdão integrativo, bem como para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem, a fim de que este se manifeste, especificamente, sobre a questão articulada nos embargos declaratórios. (REsp 1.889.046/RJ, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, julgado em 04/05/2021, DJe 10/05/2021). Posto isso, com fundamento nos arts. 932, V, do Código de Processo Civil de 2015 e 34, XVIII, c, e 255, III, ambos do RISTJ, DOU PROVIMENTO aos Recursos Especiais do MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL e da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL para determinar o retorno dos autos ao tribunal a quo, a fim de que sejam supridas as omissões, nos termos expostos. Prejudicada, por conseguinte, a análise dos demais pontos suscitados pelos Recorrentes, bem como o exame integral do Recurso Especial interposto pela COMPANHIA DE HABITAÇÃO POPULAR DE BAURU. Publique-se e intimem-se. EMENTA