AREsp 2476872 - DECISAO
A Lei 13.496/2017, em seu §2º do art.2º, autoriza o aproveitamento de prejuízos fiscais entre empresas controladora e controlada (pessoas jurídicas) domiciliadas no País, não abrangendo a pessoa física acionista; os agravantes confundem personalidade jurídica com pessoa física, e o art.116 da Lei 6.404/76 não tem eficácia para alterar essa interpretação tributária; ademais, o recurso especial foi obstado por insuficiência normativa dos dispositivos invocados e pela existência de fundamentos suficientes no acórdão recorrido, configurando óbice às vias extraordinárias (Súmulas 284 e 283/STF), motivo pelo qual o agravo foi conhecido em parte e o recurso especial, na extensão conhecida, teve...
- Parties
- Agravantes: ALESSANDRO POLI VERONEEZI e OUTROS; Empresa Controladora: Golf Participações Ltda.; Empresa Controlada: General Shopping e Outlets do Brasil S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 April 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Em Parte E Negação De Provimento Ao Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para conhecer em parte do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento.
- Legal Topics
- Parcelamento PERT (lei 13.496/2017), Aproveitamento De Prejuízo Fiscal, Compensação De Créditos Entre Pessoa Jurídica E Pessoa Física, Personalidade Jurídica, Inadmibilidade De Recurso Especial, Aplicação Das Súmulas 283 E 284 Do STF
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
ALESSANDRO POLI VERONEEZI e OUTROS
Agravantes
Golf Participações Ltda.
Empresa Controladora
General Shopping e Outlets do Brasil S.A.
Empresa Controlada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Em Parte E Negação De Provimento Ao Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Se a Lei 13.496/2017 permite que pessoas físicas utilizem créditos de prejuízo fiscal de pessoa jurídica no parcelamento do PERT
- 2 Se o conceito de "acionista controlador" do art. 116 da Lei 6.404/76 pode ser interpretado como equiparável a "empresa controladora" para fins tributários
- 3 Se o recurso especial pode ser conhecido diante da insuficiência normativa das normas invocadas e da existência de fundamentos suficientes no acórdão recorrido (Súmulas 284 e 283 do STF)
Ratio Decidendi
A Lei 13.496/2017, em seu §2º do art.2º, autoriza o aproveitamento de prejuízos fiscais entre empresas controladora e controlada (pessoas jurídicas) domiciliadas no País, não abrangendo a pessoa física acionista; os agravantes confundem personalidade jurídica com pessoa física, e o art.116 da Lei 6.404/76 não tem eficácia para alterar essa interpretação tributária; ademais, o recurso especial foi obstado por insuficiência normativa dos dispositivos invocados e pela existência de fundamentos suficientes no acórdão recorrido, configurando óbice às vias extraordinárias (Súmulas 284 e 283/STF), motivo pelo qual o agravo foi conhecido em parte e o recurso especial, na extensão conhecida, teve...
Court Disposition
Conheço do agravo para conhecer em parte do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento.
Orders
- Conhecer em parte do recurso especial e negar-lhe provimento.
- Sem fixação de honorários recursais por se tratar de mandado de segurança.
Full Case Text
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