REsp 2099852 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque, segundo a jurisprudência consolidada do STJ e pela análise dos autos, a conduta imputada (designação de servidor para cargo comissionado sem prestação efetiva de serviços) revela-se penalmente atípica quanto ao crime de peculato, cabendo eventual responsabilização na esfera administrativa ou cível, não na penal.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Agravado: CLAUDIR LOPES DA SILVA; Agravado: RICARDO ROBERSON RIVERO; Corré: ROSMARI DE CASTILHOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Recurso Especial / Julgamento Decisão Colegiada (sessão Virtual)
- Outcome
- Agravo regimental improvido; negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal.
- Legal Topics
- Peculato Desvio, Atipicidade Penal, Responsabilidade Administrativa, Improbidade Administrativa
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Agravante
CLAUDIR LOPES DA SILVA
Agravado
RICARDO ROBERSON RIVERO
Agravado
ROSMARI DE CASTILHOS
Corré
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Recurso Especial / Julgamento Decisão Colegiada (sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 Se a nomeação de servidor para cargo em comissão sem efetiva prestação de serviços configura crime de peculato-desvio (art. 312 CP) ou se a conduta é penalmente atípica, sujeita apenas às esferas administrativa ou cível.
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque, segundo a jurisprudência consolidada do STJ e pela análise dos autos, a conduta imputada (designação de servidor para cargo comissionado sem prestação efetiva de serviços) revela-se penalmente atípica quanto ao crime de peculato, cabendo eventual responsabilização na esfera administrativa ou cível, não na penal.
Court Disposition
Agravo regimental improvido; negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal.
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal.
- Manter a decisão monocrática que restabeleceu a sentença absolutória com base no art. 386, III, do CPP.
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