REsp 2125444 - ACORDAO
Os ministros entenderam que os acusados, na qualidade de servidores públicos lotados em setores como recursos humanos, contabilidade, tesouraria e controladoria, valeram-se da facilidade proporcionada por seus cargos para inserir fraudulentamente vantagens na folha de pagamento da Prefeitura, que resultaram em transferências para suas contas pessoais; a intervenção do banco foi meramente intermediadora, de modo que a conduta se subsume ao crime de peculato-furto previsto no art. 312, § 1º do Código Penal, razão pela qual o agravo regimental foi desprovido.
- Parties
- Recorrente: Ministério Público do Estado do Paraná; Agravante/recorrido: Ronaldo César Mengato; Agravante/recorrido: Marcelo Gusmão; Agravante/recorrido: Felipe Felicio Ferreira
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental / Acórdão (julgamento Pela Turma)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido
- Legal Topics
- Peculato Furto, Estelionato, Desclassificação De Crime, Mutatio Libelli, Correlação Entre Acusação E Sentença
Case Brief
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Parties
Ministério Público do Estado do Paraná
Recorrente
Ronaldo César Mengato
Agravante/recorrido
Marcelo Gusmão
Agravante/recorrido
Felipe Felicio Ferreira
Agravante/recorrido
Procedural Posture
Agravo Regimental / Acórdão (julgamento Pela Turma)
Legal Issues
- 1 Se a conduta de inserir fraudulentamente vantagens indevidas na folha de pagamento por servidores públicos configura peculato-furto ou estelionato
- 2 Se a intermediação de instituição bancária descaracteriza o crime de peculato-furto
- 3 Possibilidade de desclassificação em grau de recurso (mutatio libelli)
Ratio Decidendi
Os ministros entenderam que os acusados, na qualidade de servidores públicos lotados em setores como recursos humanos, contabilidade, tesouraria e controladoria, valeram-se da facilidade proporcionada por seus cargos para inserir fraudulentamente vantagens na folha de pagamento da Prefeitura, que resultaram em transferências para suas contas pessoais; a intervenção do banco foi meramente intermediadora, de modo que a conduta se subsume ao crime de peculato-furto previsto no art. 312, § 1º do Código Penal, razão pela qual o agravo regimental foi desprovido.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
Full Case Text
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