AREsp 2419791 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial, uma vez que a denúncia não descreve, com a necessária clareza, conduta típica de peculato em relação aos pacientes: não há demonstração de posse prévia dos valores públicos pelos denunciados nem de ajuste subjetivo que caracterize concurso de agentes, e o mero recebimento de remuneração sem contraprestação configura, na melhor hipótese, irregularidade administrativa ou improbidade, não crime de peculato; assim, o trancamento parcial da ação penal pelo tribunal de origem foi adequado diante da ilegalidade patente.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS; 1º Denunciado: Fernando de Assis Batista; 2º Denunciada: Ana Luiza Pereira Ribeiro; 3º Denunciado: Almir Ribeiro Filho; 4º Denunciado E Paciente: Geraldo Jordan de Souza Júnior; Manifestante Que Opinou Pelo Provimento Do Recurso: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Decisão Sobre Provimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Peculato, Trancamento De Ação Penal, Habeas Corpus, Servidores "fantasmas", Inadmissão De Recurso Especial
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Agravante
Fernando de Assis Batista
1º Denunciado
Ana Luiza Pereira Ribeiro
2º Denunciada
Almir Ribeiro Filho
3º Denunciado
Geraldo Jordan de Souza Júnior
4º Denunciado E Paciente
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante Que Opinou Pelo Provimento Do Recurso
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Decisão Sobre Provimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Atipicidade da conduta de "servidores fantasmas" para configurar peculato
- 2 Requisitos para trancamento de processo via habeas corpus (prova pré-constituída e ilegalidade patente)
- 3 Necessidade de posse prévia e lícita dos valores públicos para tipificação do peculato (art. 312 CP)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial, uma vez que a denúncia não descreve, com a necessária clareza, conduta típica de peculato em relação aos pacientes: não há demonstração de posse prévia dos valores públicos pelos denunciados nem de ajuste subjetivo que caracterize concurso de agentes, e o mero recebimento de remuneração sem contraprestação configura, na melhor hipótese, irregularidade administrativa ou improbidade, não crime de peculato; assim, o trancamento parcial da ação penal pelo tribunal de origem foi adequado diante da ilegalidade patente.
Court Disposition
Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Publique-se e intimem-se.
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