REsp 1876728 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a transmissão de dados pela instituição financeira à autoridade ministerial, fundada em auditoria interna, enquadra-se no art. 1.º, § 3.º, IV, da LC n. 105/2001 e não configura quebra de sigilo; o Tribunal de origem corretamente concluiu pela materialidade e autoria do crime de peculato (art. 312 §1.º c.c. art. 327 §2.º CP) com base no conjunto probatório, cuja reavaliação é vedada pela Súmula n. 7/STJ; ademais, o elevado prejuízo justificou a exasperação da pena-base e a continuidade delitiva superior a sete infrações autoriza a fração de aumento de 2/3, pelo que o agravo regimental foi desprovido.
- Parties
- Agravante: JORGE TIOMATSU TAKAESU; Vítima: Banco do Brasil S/A; Acusação/órgão Ministerial: Ministério Público do Distrito Federal e Territórios
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 June 2021
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Recurso Especial / Julgamento Na Sexta Turma Do Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Agravo regimental desprovido
- Legal Topics
- Peculato, Quebra De Sigilo Bancário, Continuidade Delitiva, Dosimetria, Dissídio Jurisprudencial
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
JORGE TIOMATSU TAKAESU
Agravante
Banco do Brasil S/A
Vítima
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios
Acusação/órgão Ministerial
Procedural Posture
Agravo Regimental No Recurso Especial / Julgamento Na Sexta Turma Do Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 ilegalidade alegada de prova obtida por quebra de sigilo bancário sem autorização judicial
- 2 aplicabilidade do art. 1.º, § 3.º, inciso IV, da Lei Complementar n. 105/2001 (transferência de informações pela instituição financeira ao Ministério Público)
- 3 suficiência do acervo probatório e vedação ao reexame de provas pela Súmula n. 7/STJ
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a transmissão de dados pela instituição financeira à autoridade ministerial, fundada em auditoria interna, enquadra-se no art. 1.º, § 3.º, IV, da LC n. 105/2001 e não configura quebra de sigilo; o Tribunal de origem corretamente concluiu pela materialidade e autoria do crime de peculato (art. 312 §1.º c.c. art. 327 §2.º CP) com base no conjunto probatório, cuja reavaliação é vedada pela Súmula n. 7/STJ; ademais, o elevado prejuízo justificou a exasperação da pena-base e a continuidade delitiva superior a sete infrações autoriza a fração de aumento de 2/3, pelo que o agravo regimental foi desprovido.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter a condenação nos termos do acórdão recorrido (pena definitiva fixada em 5 anos, 2 meses e 6 dias de reclusão e pagamento de 26 dias-multa)
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment