AREsp 2766705 - DECISAO
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque os argumentos dos recorrentes demandariam reexame de matéria fático-probatória e interpretação de provas e cláusulas contratuais, providência vedada ao STJ pelas Súmulas 5 e 7; ademais, a manutenção da penhora se justifica pelo registro do bem em nome da executada e pelo entendimento de que a nua-propriedade pode ser penhorada mesmo havendo usufruto vitalício, sendo que eventual discussão sobre titularidade ou eficácia da alienação deveria ser deduzida em ação própria nos termos do art. 674 do CPC.
- Parties
- Agravante: DESIGN SOLIDO-COMERCIO DE MOVEIS LTDA.; Agravante: RODRIGO BARROS BARRETO MARTINS; Agravante: SANDRA MAIA HERZ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 August 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial Pelo STJ
- Outcome
- Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Penhora, Quota Parte, Usufruto Vitalício, Nua Propriedade, Princípio Da Menor Onerosidade, Economicidade, Súmula 5/stj, Súmula 7/stj, Art. 18 Do CPC, Arts. 9º E 18 Do CPC
Case Brief
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Parties
DESIGN SOLIDO-COMERCIO DE MOVEIS LTDA.
Agravante
RODRIGO BARROS BARRETO MARTINS
Agravante
SANDRA MAIA HERZ
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial Pelo STJ
Legal Issues
- 1 Violação alegada dos arts. 9º e 18 do CPC
- 2 Possibilidade de desconstituição da penhora sobre imóvel cuja quota-parte teria sido alienada sem oposição de embargos de terceiro
- 3 Efetividade da penhora sobre quota-parte e sobre nua-propriedade com usufruto vitalício
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque os argumentos dos recorrentes demandariam reexame de matéria fático-probatória e interpretação de provas e cláusulas contratuais, providência vedada ao STJ pelas Súmulas 5 e 7; ademais, a manutenção da penhora se justifica pelo registro do bem em nome da executada e pelo entendimento de que a nua-propriedade pode ser penhorada mesmo havendo usufruto vitalício, sendo que eventual discussão sobre titularidade ou eficácia da alienação deveria ser deduzida em ação própria nos termos do art. 674 do CPC.
Court Disposition
Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo interposto.
- Não conheço do recurso especial.
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