REsp 2226962 - DECISAO

REsp 2226962 - DECISAO

O recurso especial foi provido porque, segundo a interpretação consolidada do STJ, valores em dinheiro não se enquadram como 'bens de capital' essenciais à manutenção da atividade empresarial, de modo que o juízo da execução fiscal pode efetivar penhora sobre valores (via SISBAJUD) sem que tal ato importe em usurpação da competência do juízo da recuperação, sendo, contudo, recomendada a comunicação ao juízo recuperacional para eventual pedido de substituição quando aplicável; a competência do juízo recuperacional para determinar substituição limita‑se a constrições sobre bens de capital essenciais até o encerramento da recuperação judicial.

Parties
Recorrente: FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Recorrida: empresa recuperanda (executada)
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
11 September 2025
Procedural Posture
Recurso Especial / Decidido Provimento Ao Recurso Especial
Outcome
Recurso especial provido
Legal Topics
Penhora, Bens De Capital, Cooperação Entre Juízos, Compatibilização Do Plano De Recuperação Com a Execução Fiscal, SISBAJUD, Substituição De Garantia

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 4 Authorities cited 16 Party arguments 2 Amounts and remedies 2
Sign in to unlock

Parties

FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Recorrente

empresa recuperanda (executada)

Recorrida

Procedural Posture

Recurso Especial / Decidido Provimento Ao Recurso Especial

  1. 1 Competência do juízo da execução fiscal para determinar penhora de valores em face de empresa em recuperação judicial
  2. 2 Alcance do art. 6º, § 7º-B da Lei 11.101/2005 quanto à substituição de atos de constrição pelo juízo recuperacional
  3. 3 Caracterização de valores em dinheiro como 'bens de capital' essenciais à manutenção da atividade empresarial

Ratio Decidendi

O recurso especial foi provido porque, segundo a interpretação consolidada do STJ, valores em dinheiro não se enquadram como 'bens de capital' essenciais à manutenção da atividade empresarial, de modo que o juízo da execução fiscal pode efetivar penhora sobre valores (via SISBAJUD) sem que tal ato importe em usurpação da competência do juízo da recuperação, sendo, contudo, recomendada a comunicação ao juízo recuperacional para eventual pedido de substituição quando aplicável; a competência do juízo recuperacional para determinar substituição limita‑se a constrições sobre bens de capital essenciais até o encerramento da recuperação judicial.

Court Disposition

Recurso especial provido

Orders

  • Possibilitar a penhora de dinheiro da empresa recuperanda nos autos da execução fiscal
  • Publique-se. Intimem-se.