AREsp 3158462 - DECISAO
Tendo o Tribunal de origem reconhecido que a cônjuge/coproprietária não foi pessoalmente intimada da penhora sobre bem imóvel, e sendo imperativa a intimação pessoal prevista no art. 842 do CPC/2015 e no art. 12, § 2º, da Lei n. 6.830/80, a ausência dessa formalidade constitui nulidade que contamina a penhora e todos os atos expropriatórios subsequentes; assim, o acórdão recorrido deve ser reformado para declarar-se a nulidade da penhora e dos atos posteriores, cabendo eventual renovação da constrição com a regular intimação da cônjuge.
- Parties
- Agravante: João Damacena P. de Miranda Empreendimentos
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 May 2026
- Procedural Posture
- Recurso Especial (impulsionado Por Agravo) / Conhecimento E Provimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial, reformando o acórdão recorrido para declarar a nulidade da penhora e dos atos processuais subsequentes na Execução Fiscal n. 0001240-68.2015.4.01.3901, em razão da ausência de intimação pessoal da cônjuge coproprietária, autorizando a renovação da constrição...
- Legal Topics
- Penhora, Intimação Do Cônjuge, Nulidade Dos Atos Expropriatórios, Leilão, Competência Do Juízo Da Recuperação Judicial
Case Brief
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Parties
João Damacena P. de Miranda Empreendimentos
Agravante
Procedural Posture
Recurso Especial (impulsionado Por Agravo) / Conhecimento E Provimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 nulidade da penhora por ausência de intimação pessoal do cônjuge em penhora sobre bem imóvel
- 2 se a ausência de intimação pessoal do cônjuge pode ser suprida por intimação do executado ou por embargos de terceiro
- 3 aplicabilidade da norma do art. 842 do CPC/2015 e do art. 12, § 2º, da Lei n. 6.830/80
Ratio Decidendi
Tendo o Tribunal de origem reconhecido que a cônjuge/coproprietária não foi pessoalmente intimada da penhora sobre bem imóvel, e sendo imperativa a intimação pessoal prevista no art. 842 do CPC/2015 e no art. 12, § 2º, da Lei n. 6.830/80, a ausência dessa formalidade constitui nulidade que contamina a penhora e todos os atos expropriatórios subsequentes; assim, o acórdão recorrido deve ser reformado para declarar-se a nulidade da penhora e dos atos posteriores, cabendo eventual renovação da constrição com a regular intimação da cônjuge.
Court Disposition
Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial, reformando o acórdão recorrido para declarar a nulidade da penhora e dos atos processuais subsequentes na Execução Fiscal n. 0001240-68.2015.4.01.3901, em razão da ausência de intimação pessoal da cônjuge coproprietária, autorizando a renovação da constrição...
Orders
- Declarar a nulidade da penhora e dos atos processuais subsequentes praticados na Execução Fiscal n. 0001240-68.2015.4.01.3901 por ausência de intimação pessoal da cônjuge coproprietária.
- Autorizar que a medida constritiva venha a ser renovada com a regular observância do art. 12, § 2º, da Lei n. 6.830/80 e do art. 842 do CPC/2015.
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Judgment text and source record
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