AREsp 2891120 - ACORDAO
A agravante não logrou demonstrar, de forma documental e específica, que os valores bloqueados via SISBAJUD constituíam faturamento integral sujeito ao regime do art. 866 do CPC; a penhora eletrônica de ativos financeiros configura penhora de dinheiro nos termos do art. 854 do CPC, e a reclassificação para penhora de faturamento e a verificação da destinação dos valores exigem reexame do conjunto fático-probatório, vedado em recurso especial pela Súmula 7/STJ; ademais, incumbia ao executado comprovar a imprescindibilidade dos valores conforme art. 854, § 3º, do CPC, o que não ocorreu, razão pela qual o recurso especial não foi conhecido.
- Parties
- Recorrente: JUCASDIESEL JUCAS DIESEL LTDA (JUCASDIESEL); Recorrido: RAIZEN S.A. (RAIZEN)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Agravo Conhecido; Recurso Especial Não Conhecido (decisão De Inadmissibilidade Do Recurso Especial Pela Presidência Do Tribunal Distrital E Julgamento Na Terceira Turma Do Stj)
- Outcome
- Agravo conhecido. Recurso especial não conhecido.
- Legal Topics
- Penhora De Ativos Financeiros, SISBAJUD, Penhora De Faturamento, Ônus Da Prova, Súmulas Do STJ
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
JUCASDIESEL JUCAS DIESEL LTDA (JUCASDIESEL)
Recorrente
RAIZEN S.A. (RAIZEN)
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Agravo Conhecido; Recurso Especial Não Conhecido (decisão De Inadmissibilidade Do Recurso Especial Pela Presidência Do Tribunal Distrital E Julgamento Na Terceira Turma Do Stj)
Legal Issues
- 1 incidência da Súmula 7/STJ sobre necessidade de reexame do acervo probatório
- 2 distinção entre penhora de ativos financeiros (art. 854 do CPC) e penhora de faturamento (art. 866 do CPC)
- 3 alegada violação do art. 866, § 1º, do CPC
Ratio Decidendi
A agravante não logrou demonstrar, de forma documental e específica, que os valores bloqueados via SISBAJUD constituíam faturamento integral sujeito ao regime do art. 866 do CPC; a penhora eletrônica de ativos financeiros configura penhora de dinheiro nos termos do art. 854 do CPC, e a reclassificação para penhora de faturamento e a verificação da destinação dos valores exigem reexame do conjunto fático-probatório, vedado em recurso especial pela Súmula 7/STJ; ademais, incumbia ao executado comprovar a imprescindibilidade dos valores conforme art. 854, § 3º, do CPC, o que não ocorreu, razão pela qual o recurso especial não foi conhecido.
Court Disposition
Agravo conhecido. Recurso especial não conhecido.
Orders
- Não conhecer do recurso especial interposto por JUCASDIESEL.
- Deixar de aplicar a regra do art. 85, § 11, do NCPC por inexistir hipótese de prévia fixação de honorários.
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