AREsp 1901763 - DECISAO
A matéria do recurso especial está afetada ao rito dos recursos repetitivos (Tema n. 769), razão pela qual, em observância ao princípio da economia processual e à sistemática do CPC, os autos devem ser devolvidos ao Tribunal de origem e sobrestados até a publicação do julgamento do tema; após a publicação,...
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- Parties
- Agravante: CARLOS ROBERTO SARI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 September 2021
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão Monocrática Devolução Dos Autos Ao Tribunal De Origem E Sobrestamento
- Outcome
- autos devolvidos ao Tribunal de origem e sobrestados até a publicação do julgamento do Tema n. 769
- Legal Topics
- Penhora Do Faturamento, Recursos Repetitivos, Tema N. 769, Princípio Da Menor Onerosidade, Esgotamento De Diligências, Penhora Preferencial Sobre Dinheiro
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Parties
CARLOS ROBERTO SARI
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Decisão Monocrática Devolução Dos Autos Ao Tribunal De Origem E Sobrestamento
Legal Issues
- 1 necessidade de esgotamento das diligências como pré-requisito para a penhora do faturamento
- 2 equiparação da penhora de faturamento à constrição preferencial sobre dinheiro e sua excepcionalidade no âmbito da Lei 6.830/1980
- 3 caracterização da penhora do faturamento como medida que implica violação do princípio da menor onerosidade
Ratio Decidendi
A matéria do recurso especial está afetada ao rito dos recursos repetitivos (Tema n. 769), razão pela qual, em observância ao princípio da economia processual e à sistemática do CPC, os autos devem ser devolvidos ao Tribunal de origem e sobrestados até a publicação do julgamento do tema; após a publicação, proceder-se-á conforme arts. 1.030 e 1.040 do CPC: negar seguimento se houver conformidade com o entendimento do STJ ou encaminhar para juízo de retratação se houver divergência; ademais, o art. 1.041, § 2º, do CPC impede julgamento parcial do recurso especial quando há questão afetada aos recursos repetitivos.
Court Disposition
autos devolvidos ao Tribunal de origem e sobrestados até a publicação do julgamento do Tema n. 769
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo interposto por CARLOS ROBERTO SARI, contra decisão que inadmitiu recurso especial com fundamento no art. 105, inciso III, da Constituição Federal, que visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - CONSELHEIRO FURTADO - PÁTIO DO COLÉGIO. É, no essencial, o relatório. Decido. Mediante análise dos autos, verifico que a matéria versada no apelo nobre foi afetada pela Primeira Seção ao rito dos recursos repetitivos como Tema n. 769, que cuida das seguintes controvérsias (REsp n. 1.835.864/SP, REsp n. 1.112.647/SP, REsp 1.666.542/SP e REsp n. 1.835.865/SP): Definição a respeito: i) da necessidade de esgotamento das diligências como pré-requisito para a penhora do faturamento; ii) da equiparação da penhora de faturamento à constrição preferencial sobre dinheiro, constituindo ou não medida excepcional no âmbito dos processos regidos pela Lei 6.830/1980; e iii) da caracterização da penhora do faturamento como medida que implica violação do princípio da menor onerosidade. Assim, em observância ao princípio da economia processual e à própria finalidade do CPC, é de rigor determinar o retorno dos autos à origem, onde deverão ficar sobrestados até a publicação do julgamento do tema repetitivo. Essa mesma solução tem sido adotada reiteradamente pelos órgãos colegiados deste Superior Tribunal de Justiça, conforme se observa dos seguintes julgados: EDcl nos EDcl no AgInt no REsp n. 1.727.929/MG, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 25/3/2020; AgInt nos EDcl no REsp n. 1.791.869/SC, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJe de 1º/4/2020; AgInt nos EDcl no REsp n. 1.829.730/MT, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, DJe de 26/3/2020; AgInt no AREsp n. 411.892/RJ, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 20/10/2017; AgRg no AREsp n. 153.829/PI, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 23/5/2012; AgInt no AgRg nos EDcl no REsp n. 1.345.683/RS, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe de 11/10/2017. Ante o exposto, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a devida baixa, para que, após a publicação do acórdão proferido sob a sistemática dos recursos repetitivos, e em observância aos arts. 1.030 e 1.040 do CPC: a) negue seguimento ao recurso especial se o acórdão recorrido estiver em conformidade com o entendimento do STJ; b) encaminhe os autos ao órgão julgador para realização do juízo de retratação se o acórdão recorrido divergir do entendimento do STJ. Deve ainda ser observado que, de acordo com o art. 1.041, § 2º, do CPC, se no recurso especial é suscitada alguma controvérsia pendente de julgamento sob o rito dos recursos repetitivos, isso se constitui um óbice à analise das demais questões veiculadas no apelo nobre, pois não há como se proceder a um julgamento parcial da insurgência. Nessas hipóteses, devem os autos permanecer suspensos na origem até a publicação de julgamento do tema afetado, após o qual, se for o caso, serão remetidos a esta Corte para julgamento das demais questões. Publique-se. Intimem-se.