REsp 1985390 - DECISAO
Conheceu-se do agravo; o Tribunal manteve a penhora por considerar que não se comprovou que o imóvel era residência familiar (logo, não se aplicava a impenhorabilidade da Lei 8.009/90) e considerou que o abono de permanência, com o falecimento da titular, passou a integrar o espólio com natureza patrimonial e, portanto, passível de constrição. Ademais, não houve omissão ou violação do art. 489 do CPC/2015, e a pretensão de revisão da dependência econômica demandaria reexame de fatos e provas, proibido em recurso especial pela Súmula 7/STJ.
- Parties
- Agravante: ESPÓLIO DE LÚCIA MARIA SERPA DE ANDRADE e OUTROS; Exequente: MARCELO DE CARVALHO PINTO DA LUZ; Recorrente: ANNA CECÍLIA ANDRADE PÔRTO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 September 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial (ação De Cumprimento De Sentença) / Decidido Agravo Conhecido; Recurso Especial Parcialmente Conhecido E Não Provido
- Outcome
- Agravo conhecido. Recurso especial parcialmente conhecido e não provido.
- Legal Topics
- Penhora No Rosto Dos Autos, Bem De Família, Impenhorabilidade, Abono De Permanência, Verba Alimentar, Espólio, Omissão Em Embargos De Declaração, Súmula 7/stj, Súmula 568/stj
Case Brief
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Parties
ESPÓLIO DE LÚCIA MARIA SERPA DE ANDRADE e OUTROS
Agravante
MARCELO DE CARVALHO PINTO DA LUZ
Exequente
ANNA CECÍLIA ANDRADE PÔRTO
Recorrente
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial (ação De Cumprimento De Sentença) / Decidido Agravo Conhecido; Recurso Especial Parcialmente Conhecido E Não Provido
Legal Issues
- 1 Ilegitimidade de reconhecimento de bem de família quando imóvel não é residência da família (Lei 8.009/90, art. 1º)
- 2 Natureza da verba de abono de permanência após o falecimento da titular e sua penhorabilidade
- 3 Alegação de dependência econômica para fins de proteger impenhorabilidade
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo; o Tribunal manteve a penhora por considerar que não se comprovou que o imóvel era residência familiar (logo, não se aplicava a impenhorabilidade da Lei 8.009/90) e considerou que o abono de permanência, com o falecimento da titular, passou a integrar o espólio com natureza patrimonial e, portanto, passível de constrição. Ademais, não houve omissão ou violação do art. 489 do CPC/2015, e a pretensão de revisão da dependência econômica demandaria reexame de fatos e provas, proibido em recurso especial pela Súmula 7/STJ.
Court Disposition
Agravo conhecido. Recurso especial parcialmente conhecido e não provido.
Orders
- Conheço do agravo em recurso especial.
- Conheço parcialmente do recurso especial e nego-lhe provimento.
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