REsp 2152472 - DECISAO
O STJ entendeu que não houve omissão do Tribunal a quo quanto ao art. 1.022 do CPC e que a modalidade de reiteração automática do SISBAJUD conhecida como "teimosinha" não é, por si só, ilegal; sua utilização deve ser avaliada caso a caso segundo os princípios da proporcionalidade e da menor onerosidade da execução, e, para afastar essa modalidade, cabe ao executado demonstrar, com elementos concretos, a afronta a tais princípios e a impenhorabilidade dos valores. Verificada divergência entre o acórdão recorrido e a jurisprudência consolidada do STJ, deu-se provimento ao recurso para retorno dos autos ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região para novo julgamento do agravo de instrumento.
- Parties
- Recorrente: INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA - INMETRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 October 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decidido (provimento Concedido; Retorno Dos Autos Ao Tribunal De Origem)
- Outcome
- Dou provimento ao recurso especial para determinar o retorno dos autos ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região para novo julgamento do agravo de instrumento.
- Legal Topics
- Penhora Online, SISBAJUD, Teimosinha, Reiteração Automática De Ordens De Bloqueio, Impenhorabilidade, Princípio Da Menor Onerosidade Da Execução, Proporcionalidade
Case Brief
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Parties
INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA - INMETRO
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decidido (provimento Concedido; Retorno Dos Autos Ao Tribunal De Origem)
Legal Issues
- 1 legalidade da reiteração automática de ordens de bloqueio ("teimosinha") via SISBAJUD
- 2 possível omissão do Tribunal de origem quanto a embargos de declaração (art. 1.022 do CPC)
- 3 ônus da prova quanto à impenhorabilidade dos valores bloqueados
Ratio Decidendi
O STJ entendeu que não houve omissão do Tribunal a quo quanto ao art. 1.022 do CPC e que a modalidade de reiteração automática do SISBAJUD conhecida como "teimosinha" não é, por si só, ilegal; sua utilização deve ser avaliada caso a caso segundo os princípios da proporcionalidade e da menor onerosidade da execução, e, para afastar essa modalidade, cabe ao executado demonstrar, com elementos concretos, a afronta a tais princípios e a impenhorabilidade dos valores. Verificada divergência entre o acórdão recorrido e a jurisprudência consolidada do STJ, deu-se provimento ao recurso para retorno dos autos ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região para novo julgamento do agravo de instrumento.
Court Disposition
Dou provimento ao recurso especial para determinar o retorno dos autos ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região para novo julgamento do agravo de instrumento.
Orders
- Determinar o retorno dos autos ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região para novo julgamento do agravo de instrumento.
- Publique-se.
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