REsp 1950322 - DECISAO
Conheceu-se do recurso especial e negou-se provimento porque o Tribunal verificou que, a partir do requerimento administrativo formulado pela autora, a Administração Pública deixou de agir em situação de boa-fé ao pagar integralmente a outro beneficiário, de modo que não há que se falar em pagamento retroativo em data anterior ao pedido administrativo além do que foi pleiteado (evitando ultra petita); além disso, por se tratar de decisão publicada na vigência do CPC/2015, é cabível a condenação em honorários recursais de acordo com o art. 85, §11 do CPC/2015.
- Parties
- Recorrente: FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA; Recorrente: ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Recorrida: MONIQUE DE OLIVEIRA FERNANDES; Corréu: EDMO LUIGI PROVENZANO DA ROCHA CARLOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 August 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgado No Superior Tribunal De Justiça (recurso Conhecido E Negado Provimento)
- Outcome
- Recurso especial conhecido e negado provimento
- Legal Topics
- Pensão Por Morte, União Estável Post Mortem, Habilitação Tardia De Dependente, Efeitos Financeiros Da Habilitação, Art. 309 Do Código Civil (pagamento De Boa Fé), Honorários Advocatícios Recursais
Case Brief
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Parties
FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA
Recorrente
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Recorrente
MONIQUE DE OLIVEIRA FERNANDES
Recorrida
EDMO LUIGI PROVENZANO DA ROCHA CARLOS
Corréu
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgado No Superior Tribunal De Justiça (recurso Conhecido E Negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Qual é o termo inicial dos efeitos financeiros da pensão por morte quando há habilitação tardia: data do óbito ou data do requerimento administrativo
- 2 Aplicabilidade do art. 309 do Código Civil ao pagamento em favor de terceiro realizado antes da contestação administrativa
- 3 Natureza declaratória da decisão que reconhece união estável e seus reflexos temporais
Ratio Decidendi
Conheceu-se do recurso especial e negou-se provimento porque o Tribunal verificou que, a partir do requerimento administrativo formulado pela autora, a Administração Pública deixou de agir em situação de boa-fé ao pagar integralmente a outro beneficiário, de modo que não há que se falar em pagamento retroativo em data anterior ao pedido administrativo além do que foi pleiteado (evitando ultra petita); além disso, por se tratar de decisão publicada na vigência do CPC/2015, é cabível a condenação em honorários recursais de acordo com o art. 85, §11 do CPC/2015.
Court Disposition
Recurso especial conhecido e negado provimento
Orders
- Mantém-se o acórdão recorrido
- Condena-se a parte recorrente ao pagamento de honorários advocatícios recursais, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, na proporção de 10% sobre a verba honorária fixada nas instâncias ordinárias
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