REsp 1906244 - DECISAO
O Tribunal concluiu que o direito à pensão deve ser apreciado conforme a legislação vigente ao óbito do instituidor (Lei nº 3.373/1958) e que a supressão do benefício, fundada unicamente em entendimento posterior do TCU (Acórdão nº 2.780/2016) e na mera inscrição da beneficiária na RAIS, sem respaldo na lei aplicável à época, violou o princípio da legalidade e a vedação à retroação de nova interpretação administrativa (Lei nº 9.784/99); ademais, afastou-se a preliminar de ilegitimidade passiva da autoridade que praticou o ato por ser ela executora direta do provimento administrativo, e o recurso especial da União não impugnou especificamente todos os fundamentos suficientes do acórdão...
- Parties
- Recorrente: UNIÃO; Impetrante: Impetrante; Autoridade Coatora: Superintendente de Administração do Ministério da Fazenda do Rio Grande do Norte; Autoridade Coatora: Chefe da Seção de Gestão de Pessoas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 September 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Em Parte E Negado Provimento)
- Outcome
- Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Pensão Por Morte, Ilegitimidade Passiva, Competência Jurisdicional, Retroatividade De Interpretação Administrativa, Mandado De Segurança
Case Brief
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Parties
UNIÃO
Recorrente
Impetrante
Impetrante
Superintendente de Administração do Ministério da Fazenda do Rio Grande do Norte
Autoridade Coatora
Chefe da Seção de Gestão de Pessoas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Em Parte E Negado Provimento)
Legal Issues
- 1 legalidade da suspensão de pensão por morte de filha maior solteira
- 2 possibilidade de retroação de nova interpretação administrativa em prejuízo do administrado
- 3 legitimidade da autoridade apontada como coatora
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que o direito à pensão deve ser apreciado conforme a legislação vigente ao óbito do instituidor (Lei nº 3.373/1958) e que a supressão do benefício, fundada unicamente em entendimento posterior do TCU (Acórdão nº 2.780/2016) e na mera inscrição da beneficiária na RAIS, sem respaldo na lei aplicável à época, violou o princípio da legalidade e a vedação à retroação de nova interpretação administrativa (Lei nº 9.784/99); ademais, afastou-se a preliminar de ilegitimidade passiva da autoridade que praticou o ato por ser ela executora direta do provimento administrativo, e o recurso especial da União não impugnou especificamente todos os fundamentos suficientes do acórdão...
Court Disposition
Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento.
Orders
- Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento
- Publique-se e intimem-se
Full Case Text
Judgment text and source record
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