REsp 2128352 - DECISAO

REsp 2128352 - DECISAO

Conheceu-se em parte do recurso especial e negou-se provimento porque o Tribunal de origem fundamentadamente reconheceu a boa-fé da pensionista, o que impede a cobrança de valores pagos a maior por erro da Administração, e dispensou a remessa necessária ao considerar que o valor atualizado do direito (R$ 317.898,10) não supera o limite previsto no art. 496, §3º, II, do CPC/2015; além disso, a modificação do julgado exigiria reexame de provas vedado pela Súmula 7 do STJ e não houve prequestionamento do art. 53 da Lei 9.784/1999.

Parties
Recorrente: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG; Recorridos: apelados
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
22 May 2024
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Pelo STJ (conhecimento Em Parte E Negação De Provimento)
Outcome
Conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento.
Legal Topics
Pensão Por Morte, Restituição De Valores Pagos a Maior, Boa Fé Objetiva, Reexame Necessário / Remessa Necessária, Enriquecimento Sem Causa, Honorários Sucumbenciais, Prequestionamento

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 5 Authorities cited 15 Party arguments 2 Amounts and remedies 2
Sign in to unlock

Parties

INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG

Recorrente

apelados

Recorridos

Procedural Posture

Recurso Especial / Decisão Pelo STJ (conhecimento Em Parte E Negação De Provimento)

  1. 1 cabimento de descontos em benefício previdenciário por valores pagos a maior por erro de cálculo da Administração
  2. 2 aplicação da boa-fé do pensionista como óbice à cobrança
  3. 3 dispensabilidade da remessa necessária em razão do valor da condenação (art. 496, §3º, II, CPC)

Ratio Decidendi

Conheceu-se em parte do recurso especial e negou-se provimento porque o Tribunal de origem fundamentadamente reconheceu a boa-fé da pensionista, o que impede a cobrança de valores pagos a maior por erro da Administração, e dispensou a remessa necessária ao considerar que o valor atualizado do direito (R$ 317.898,10) não supera o limite previsto no art. 496, §3º, II, do CPC/2015; além disso, a modificação do julgado exigiria reexame de provas vedado pela Súmula 7 do STJ e não houve prequestionamento do art. 53 da Lei 9.784/1999.

Court Disposition

Conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento.

Orders

  • Se existente fixação prévia de honorários sucumbenciais nas instâncias de origem, majoro, em desfavor da parte recorrente, em 10% o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015.
  • Publique-se. Intimem-se.