REsp 1948793 - DECISAO

REsp 1948793 - DECISAO

O Tribunal entendeu que a alegada omissão foi arguida de forma genérica e, portanto, inadmissível; no mérito, aplicando a Lei 3.773/1958 vigente ao óbito (Súmula 340/STJ) concluiu que a filha, maior de 21 anos e solteira no momento do óbito, fazia jus à pensão temporária prevista no parágrafo único do art. 5º, e que o vínculo como empregada pública regida pela CLT não equivale à condição de ocupante de cargo público permanente, devendo, assim, ser mantida a decisão que reconheceu a reversão da pensão à recorrida; por fim, majorou em 10% os honorários sucumbenciais com fundamento no art. 85, § 11, do CPC.

Parties
Recorrente: UNIÃO; Recorrido: parte recorrida (filha do instituidor)
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
28 June 2024
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento
Outcome
recurso especial não provido
Legal Topics
Pensão Por Morte, Reversão De Pensão, Lei 3.773/1958, Filha Maior Solteira, Cargo Público Permanente, Embargos De Declaração, Omissão

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 4 Authorities cited 9 Party arguments 2 Amounts and remedies 1
Sign in to unlock

Parties

UNIÃO

Recorrente

parte recorrida (filha do instituidor)

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial / Julgamento

  1. 1 Se a filha maior de 21 anos e solteira, não ocupante de cargo público permanente, tem direito à pensão temporária prevista no parágrafo único do art. 5º da Lei 3.773/1958
  2. 2 Se o vínculo de emprego público celetista se equipara a ocupante de cargo público permanente para fins de perda da pensão
  3. 3 Se houve omissão no acórdão atacado quanto às matérias deduzidas nos embargos de declaração

Ratio Decidendi

O Tribunal entendeu que a alegada omissão foi arguida de forma genérica e, portanto, inadmissível; no mérito, aplicando a Lei 3.773/1958 vigente ao óbito (Súmula 340/STJ) concluiu que a filha, maior de 21 anos e solteira no momento do óbito, fazia jus à pensão temporária prevista no parágrafo único do art. 5º, e que o vínculo como empregada pública regida pela CLT não equivale à condição de ocupante de cargo público permanente, devendo, assim, ser mantida a decisão que reconheceu a reversão da pensão à recorrida; por fim, majorou em 10% os honorários sucumbenciais com fundamento no art. 85, § 11, do CPC.

Court Disposition

recurso especial não provido

Orders

  • Nego provimento ao recurso especial.
  • Majoro em 10% (dez por cento) o valor de honorários sucumbenciais já arbitrado, em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil.