REsp 2112996 - DECISAO
Conheceu-se parcialmente do recurso e negou-se provimento porque o tribunal de origem examinou a questão administrativa e concluiu que a reapresentação do pedido não reabriu nem suspendeu a prescrição do fundo de direito; a sentença de reconhecimento de união estável proferida em juízo de família sem a participação do ente público não é oponível ao Instituto (limite subjetivo da coisa julgada, art. 506 CPC); não houve demonstração de omissão ou surpresa que invalidasse o julgado; e a alteração do acórdão exigir reexame do conjunto fático-probatório, óbice da Súmula 7/STJ, além da aplicação por analogia da Súmula 283/STF quanto à não impugnação de fundamentos suficientes do acórdão recorrido.
- Parties
- Recorrente: MARIA CATARINA TEREZINHA DOS SANTOS; Recorrido: IPERGS (Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 August 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Monocrática E Julgamento Do Recurso Especial (conhecimento Parcial E Julgamento Do Mérito)
- Outcome
- Conheço parcialmente do recurso e, nesta parte, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Pensão Por Morte, União Estável, Prescrição Do Fundo De Direito, Coisa Julgada, Princípio Da Não Surpresa, Súmula 7/stj, Súmula 283/stf
Case Brief
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Parties
MARIA CATARINA TEREZINHA DOS SANTOS
Recorrente
IPERGS (Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul)
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Monocrática E Julgamento Do Recurso Especial (conhecimento Parcial E Julgamento Do Mérito)
Legal Issues
- 1 omissão quanto a requerimento administrativo
- 2 interruptio da prescrição por ação cautelar
- 3 possibilidade de extensão de decisão judicial em ação de família contra ente público ausente
Ratio Decidendi
Conheceu-se parcialmente do recurso e negou-se provimento porque o tribunal de origem examinou a questão administrativa e concluiu que a reapresentação do pedido não reabriu nem suspendeu a prescrição do fundo de direito; a sentença de reconhecimento de união estável proferida em juízo de família sem a participação do ente público não é oponível ao Instituto (limite subjetivo da coisa julgada, art. 506 CPC); não houve demonstração de omissão ou surpresa que invalidasse o julgado; e a alteração do acórdão exigir reexame do conjunto fático-probatório, óbice da Súmula 7/STJ, além da aplicação por analogia da Súmula 283/STF quanto à não impugnação de fundamentos suficientes do acórdão recorrido.
Court Disposition
Conheço parcialmente do recurso e, nesta parte, nego-lhe provimento.
Orders
- Publique-se.
- Intime-se.
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