REsp 2211318 - DECISAO
O Tribunal conheceu parcialmente do recurso especial e negou-lhe provimento porque o recorrente não impugnou todos os fundamentos suficientes do acórdão recorrido e sua fundamentação recursal era deficiente (aplicação da Súmula 284/STF), mantendo-se o entendimento de que a Administração pode revisar atos eivados de ilegalidade, mas há limites temporais e probatórios para o desfazimento de concessões previdenciárias; no caso concreto o INSS não comprovou fraude nem má-fé e o longo decurso do tempo, aliado à presunção de legitimidade do ato concessório, justificou o restabelecimento da pensão a partir do cancelamento indevido em 01/02/2008.
- Parties
- Recorrente: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL; Recorrida: autora; Falecido/beneficiário Originário: Cezar Arnei Izaguirre Peltz
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 October 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Colegiada (julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça)
- Outcome
- conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento
- Legal Topics
- Pensão Por Morte, Revisão De Ato Administrativo, Decadência Administrativa, Fraude Na Concessão De Benefício, Restabelecimento De Benefício, Ônus Da Prova, Princípio Da Segurança Jurídica, Autotutela Administrativa
Case Brief
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Parties
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
Recorrente
autora
Recorrida
Cezar Arnei Izaguirre Peltz
Falecido/beneficiário Originário
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Colegiada (julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça)
Legal Issues
- 1 limites à revisão administrativa de atos que geram efeitos favoráveis para o particular
- 2 contagem e extensão dos prazos decadenciais (Lei 9.784/99, MP 138/03 e art. 103-A da Lei 8.213/91)
- 3 ônus da prova sobre a ocorrência de fraude para cancelar/restabelecer benefício previdenciário
Ratio Decidendi
O Tribunal conheceu parcialmente do recurso especial e negou-lhe provimento porque o recorrente não impugnou todos os fundamentos suficientes do acórdão recorrido e sua fundamentação recursal era deficiente (aplicação da Súmula 284/STF), mantendo-se o entendimento de que a Administração pode revisar atos eivados de ilegalidade, mas há limites temporais e probatórios para o desfazimento de concessões previdenciárias; no caso concreto o INSS não comprovou fraude nem má-fé e o longo decurso do tempo, aliado à presunção de legitimidade do ato concessório, justificou o restabelecimento da pensão a partir do cancelamento indevido em 01/02/2008.
Court Disposition
conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento
Orders
- Conhecimento parcial do recurso especial e, nessa extensão, sua denegação de provimento
- Majorou-se em 10% (dez por cento) os honorários sucumbenciais em desfavor da parte recorrente, sobre valor previamente arbitrado, nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015
Full Case Text
Judgment text and source record
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